gravatar

SONETO PARA A MULHER MORENA



Ah! Teu belo sorriso de morena;
A noite a morar em teus cabelos;
O vento frio a te bulir com zelos;
O cheiro de tua pele de açucena!...

Os lábios se abrindo em cantilena
De juras amorosas!... (oh, alvéolos!...)
Da brisa que te arrepia os pelos
A carícia sutil, gostosa, plena!

Tudo em ti admiro: és sedução!
És ternura, és afago... és castigo...
És fruto proibido, és tentação!

És vinho que embriaga! Evoé!...
E adivinho a delícia do perigo
Que trazes em teu corpo de mulher.
Leia Mais ››


gravatar

UM TRIBUTO A JETRO FAGUNDES



Ah! Quem me dera a musa da inspiração
Para expandir meu canto a mil universos
E com 'Os Heróis da Fé', 'Marajoando em Versos'
Saudar um primo farinheiro, meu irmão,

Marajoara de corpo e alma, de igarité,
Que um dia 'Jesus, o Cristo libertador'
Cantou em versos plenos, serenos, cheios de fé,
Traduzindo o mais perfeito, sublime Amor!

Hoje, a Poesia marajoara está em festa!
E os poetas nefelibatas então recorrem
Às suas musas para entoar pela floresta

Um hino à Jetro Fagundes em homenagem
Por nos lembrar que 'Libertários Não Morrem'
Pois são 'Heróis do País da Cabanagem'!
 
 
— com Yaçana Bastos e outras 27 pessoas.
Leia Mais ››


gravatar

NAVEGAR É PRECISO!



Que bom seria se pudéssemos navegar
Do Marajó das Florestas até Belém
(E vice-versa) em nossas redes a surfar
Na internet sem pagar mais um vintém.

Então o slogan (que até hoje só é H)
"Conforto e Segurança" cairia bem
Porque então estaríamos a velejar
Com verdadeiro conforto, e sem desdém.

"Navegar é preciso!" é frase antiga
Que ao espírito aventureiro se mistura
Do povo marajoara que sonhando vai

Com uma viagem mais tranquila, mais amiga.
Ah! Quem nos dera gozar dessa aventura
De em nossos barcos e navios ter um wi-fi!
Leia Mais ››


gravatar

MINHA FEBRE E PERDIÇÃO



Ao lado da palmeira (sem alarme)
Com a natura em perfeita simbiose
A sorrir, espontânea, para a pose
Eis bela dama cheia de graça e charme!

Embora seja o verso meu adarme
Não é preciso que seja virtuose
O fotógrafo para, num só close,
Captar-lhe da beleza todo o carme.

Linda como um verso de Neruda
E trajando blusa preta e bermuda
Ela esbanja ternura e sedução...

Tomara! Tomara-que-caia essa blusa
E eu veja toda a pureza obtusa
Desses seios - minha febre e perdição.
Leia Mais ››


gravatar

SONETO A UMA MISTERIOSA DAMA




Tu és e sempre foste um belo sonho
Desses que ficam só na fantasia;
E trêmula passaste!... Todavia,
Ficaste no soneto que componho

Com um verso comovido e tristonho
Que até a alma mais sensível arrepia;
Tal qual reflete do rio a maresia
O luar misterioso e risonho...

És tão bela, tão meiga e natural
Que dir-se-ia não seres só o meu fanal,
Mas a Virgem Imaculada, a Santa!

E, aos teus pés, deposito insepulto
Todo o meu triste amor, todo o meu culto
Ó magna musa que o meu estro canta!
Leia Mais ››


gravatar

SONETO A UMA ELEGANTÍSSIMA DIVA



Tendo nas mãos um guarda-sol dourado
Junto à estátua do poeta Ruy Barata
Ela senta-se, espontânea, e desata
Um sorriso ao transeunte inebriado

Que pára pra fitá-la ensimesmado
Com beleza tão marcante, tão inata;
No rosto, o meigo resplendor de prata
Da lua cheia - reflexo enamorado!

O porte elegantíssimo da pose
O manancial da boca, a pele viva,
Os olhos, num convite que arrepia...

E não há transeunte que não ouse
Admirar os encantos dessa Diva
Eternizados na fotografia!
Leia Mais ››


gravatar

A UMA FORMOSA DAMA


Galanteios de um poeta enlouquecido,
Endechas, epigramas e sonetos,
Indrisos, dez-de-queixo-caído,
Sextinas, sonatas, poemetos,
São poucos demais para expressar
A emoção de poder te entoar

Melodramas do meu cancioneiro
A dizer-te a beleza da flor
Riso farto, olhar mandingueiro,
Ilusão do gentil cantador
A recitar-te estes versos de amor:

Amante amiga, o teu menestrel
Lírios e dálias e rosas derrama
Melodias erguendo ao céu
Estrelas trazendo à tua cama
Improvisadamente, displicentemente
Desejada, rosa abrindo em botão,
Aldravia de terna canção...

Deusa asteca, formosa imperatriz!
Ao teu lado - eis um homem feliz!...

Corações sonham que se revele
O silêncio contido no olhar
Soletrando nas páginas da pele
Tua libido em intenso crepitar
Ancorando tua fúria em alto mar...
Leia Mais ››


gravatar

EM TROCA DO LUAR DE TEU SORRISO



Para Cleidiane Fagundes

É teu, ó Cleidiane, este soneto,
Este poema informe, esta cantata;
Teu é, também, o que louva em serenata
Teu corpo exuberante, num libreto!

É teu o meu cantar! Ele é amuleto
A proteger teu caminhar de prata;
E é tua de minha poesia a nata
A se fundir ao teu olhar de cianeto!

É tua a noite negra e pontilhada
De luzes de cetim e outros matizes,
E o véu sem luz da jovem madrugada,

E a paz que só vingou no paraíso.
Tudo é teu; e te dou dias felizes
Em troca do luar de teu sorriso!

 — com Yaçana Bastos e outras 24 pessoas.
Leia Mais ››


gravatar

ÍNDIA PANEMA?... ÍNDIA FELIZ!




Com o seu arco e suas flechas de taquara
Após a bênção do velho pajé
A cunhatã sai sozinha em sua igara
De bubuia, no remanso da maré...

Seu desejo é pegar um jacaré,
Um jandiá-açú, uma pirarara,
Um tatu bola, um quanti-mundé
Um socó, um papagaio, uma arara.

E lá vai ela, mais que mulher, menina,
Mata a dentro, rio abaixo, rio acima,
Mas a maré não está pra peixe! Nada!

Porém na volta, perdida a esperança,
Seu olhar encantador sutil me lança
E cativa a minh'alma apaixonada!
Leia Mais ››


gravatar

O BANHO DA IARA



Faceira, ela margeia o curso d'água,
Chamando os encantados para a dança
E a correnteza tremula na esperança
De envolver-lhe a cintura, a anágua...

E então mergulha com a confiança
De quem tem no amor  - crepitante frágua -
O elixir curador de qualquer mágoa
E se esbalda aos risos e aos risos dança!

E o quiririm do rio marajoara
Quebra-se com o cortejo da Iara
Que me convida a sair pela manhã

Rio afora! Eu sou o Sol, ela é a Lua
Que se banha contente - seminua -
Morena sestrosa, esbelta cunhã!
Leia Mais ››


gravatar

A CAÇADORA DO AMOR



Quem é esta que aparece na praia
Os pés descalços pisando a areia,
E na tarde que finda saboreia
O balançar do vento em sua saia?

Quem é esta que tem uma sambambaia
Pendurada ao pescoço de sereia,
E cisma, noite afora, e tece a teia
Onde possa enredar um pirucaia?

Quem é esta que gosta do igapó
E que vive a pensar no Marajó
Que é seu pedacinho de chão, seu lar?...

Na exuberância de deusa morena
Ela é a índia que enfeitada de pena
Anda caçando o meu amor ao luar!
Leia Mais ››


gravatar

SONETO A UMA BELA NOIVA



Vão-se os dias. E, não como de costume,
Desaceleram em transe rosicler;
Qual vela que sustenta frágil lume,
Mas não morre com um vento qualquer.

Só não é lenta a angústia! E o ciúme
Que a faz despetalar seu bem-me-quer...
E na ânsia de exalar o seu perfume
A donzela transforma-se em Mulher!

E seus olhos denunciam-lhe o encanto.
Seus lábios dizem SIM e inda lhe resta
Emoções verdadeiras sob o véu...

E o seu amado (que também a ama tanto)
Depois da bênção rouba-a da festa...
... E começa uma eterna lua de mel!
Leia Mais ››


gravatar

O CULTO DO INCULTO CANTADOR


A brejeirice desse teu sorriso
Natural, espontâneo, sedutor,
Acaricia minh'alma! Impreciso,

Presto culto como inculto cantador
A toda a tua beleza - de improviso -
Um poema a uma perfumosa flor
Linda - na inflorescência do riso
Amada - no esbelto porte encantador!

Poeta, o que me resta é cantar
Ao mundo inteiro a tua formosura
Celebrando-te na minha poesia...
Hoje a ordem do dia é homenagear
Esse sorriso, esse olhar, essa ternura
Cativante que enche de alegria
O poeta de quem és a fantasia!

Donzela travessa, que mulher traquina
Escondes sob esses olhos de menina!?

Serenatas, poemas, rondeis
O poeta te escreve laureis
Um soneto e se letras sobrar
Zagais, baladas, noturno, lunar...
A nata da poesia só pra te (en)cantar!
Leia Mais ››


gravatar

LUARESCENTE PROMESSA DE PAIXÃO


Linda e lírica princesa
Imensuravelmente amada
Verdadeiramente desejada
Imensamente cortejada
Amante da delicadeza
Ninguém conseguiu decifrar
Essa morenice que tens no olhar!

Luarescente promessa de paixão
Inatingível musa do jogral
Mulher de exuberante compleição
Ardilosamente entre o Bem e o Mal.

No dia de 'tus cumpleaños'
Orvalho em teu colo derramo
Guardando um segredo contido
Um poema de amor, uma nota
Exultante em dó sustenido
Imergido no canto da gaivota;
Riso aberto que me ilumina
A mulher que esconde a menina!
Leia Mais ››


gravatar

BODAS DE LINHO E PORCELANA


À musa do meu fado peço agora
Um verso bem soberbo, altissonante
Para falar, neste dia exuberante,
Da bênção que nele se comemora!

É dia de amor e paz, festa sonora;
De se lembrar daquele dia exultante
Em que Samuel Soares, radiante,
Recebeu Clara, por esposa, em boa hora!...

Os anos se passaram repentinos...
Mas eles seguem unidos e amados,
A cumprir fielmente seus destinos.

Rangel, Lucas, Tiago, Adriel e Adriana
São os frutos deste enlace - abençoados -
Destas bodas de linho e porcelana!
Leia Mais ››


gravatar

À SINGELA CLARA SOARES


Clarividente, cósmico, lunar,
Luminoso e natural sorriso
A mais perfeita mulher - o Paraíso
Restaurado pelo verbo amar!

Ao te ver eu, poeta, só preciso
Sorrir para sorrindo encontrar
O brilho intenso desse teu olhar
Amealhando versos de improviso.

Rimas de brisas brancas de brandura,
Emoldurando os poemas, os cantares
Salomônicos de amor, de ternura...

Contrários mesmo que sejam os ares
Luminescente teu sorriso é candura
Singela, pois és bela, Clara Soares!
Leia Mais ››


gravatar

SONETO PARA SYANE


Simpatia pura e sensibilidade
Yes! Retratam (exato) quem tu és:
Amiga da candura, da amizade,
No embalo dos remansos, das marés!

Encantadora da cabeça aos pés
Linda rosa de  amor, suavidade
O teu perfume, - ó flor de aloés -
Beleza expande pela eternidade!

Alegre e atenciosa (mas que dueto?!)
Ternura que armazena um tesouro:
O mesmo jeito perene e cordato!

Finda-se o acróstico, mas o soneto
Continua fechando com chave de ouro:
Parabéns pra você, Syane Lobato!
Leia Mais ››


gravatar

SONETO PARA STEPHANY MEYIER (14 VERSOS DE AMOR PROIBIDO)



Fecha os olhos. Silencia. Me escuta:
Esse sussurro ao pé do teu ouvido
É meu verso atiçando tua libido
Ao prazer virginal que se transmuta

Na tua pele em carícia, em gemido,
Em sensações oníricas, na luta
De manter tua pureza impoluta
E te amar 'té perder todo o sentido.

Até que minhas mãos impuras, ávidas,
Percorram tuas curvas sinuosas,
Macias, arrepiantes, impávidas...

E, enquanto exala o odor triste das rosas
Que aos transeuntes se dão nas tardes grávidas,
Tu só te insinuas... e és mais formosa!
Leia Mais ››


gravatar

À DAMA DE PRETO



E eis-me aqui vencido aos teus encantos.
Aos teus sutis encantos de rainha:
Teus cabelos onde feliz se aninha
A noite de sortilégios e espantos.

Teu sorriso que não abriga prantos,
O teu olhar fascinante que advinha
O que meu verso inda louvar convinha:
- Teus belos dentes, sorridentes, brancos!

Teu corpo escultural, exuberante,
Bem à vontade num vestido preto
- É tudo o que desejo num rompante!

E em teus braços a delirar prometo
Prender tua beleza estonteante
- E prendo-a - nas amarras do soneto.
Leia Mais ››


gravatar

UMA PONTAPEDRENSE DE FIBRA



Ela é forte, de fibra, verdadeira;
Linda, amável, flor-de-lis, valente;
Imensa na ternura, sorridente;
Orgulho pontapedrense, altaneira!

Nobre, mas do povo, hospitaleira,
O debate encarando frente a frente;
Recuar - é palavra inexistente,
Marajó Forte - é sua bandeira!

Ativista incansável do progresso
Lutadora, aguerrida, da candura
Amiga, marajoara de fato!

Terna & vibrante!.. (E aqui confesso:)
O binômio é também beleza pura...
-  Saudações, Elionor Malato!
Leia Mais ››


gravatar

ACONTECIMENTO


E, se de repente,
O Marajó acontecesse
De repente?
Leia Mais ››


gravatar

PALAVRAS E VERSOS DE TERNURA



Deixa-me ler o que diz o teu olhar
Para escrever em tua alma a poesia
E descobrir-te cada fantasia
E uma a uma, sem pudor, realizar!

Em teu ouvido, deixa-me, sussurrar
Palavras que meu corpo pronuncia
De desejo e paixão na harmonia
De nossas línguas a se procurar

Num beijo caloroso, no compasso
Do arrepio da pele, na candura
Do fulgurante amor que nada vence!

Oh, deixa-me te dizer que há abraços
E há palavras e versos de ternura
Que precisam ser ditos no silêncio!
Leia Mais ››


gravatar

BELEZA ÍMPAR



Beleza maior inda não vi
Estampada em tão singelo olhar
Libidinoso, qual de Afrodite
Lúbrico e sensual qual de Vênus
Enigmático e soberano qual de Hera!

Nenhuma dessas deusas entretanto
Exibe um sorriso mais faceiro
Vênus, curva-se a teus pés
E Afrodite, beija-os, e Hera
Serpenteando confirma-te o valor!
Leia Mais ››


gravatar

E, SE DE REPENTE...



E, se de repente, faltar melodia
E uma nota fria se fizer ecoar
Demoradamente na tarde sombria
Quando a luz do dia depressa embaçar....

E, se de repente, a treva arredia
A doce alegria me vier roubar
Despudoradamente e a triste ardentia
Que a maresia me trouxer do mar...

Onde há de estar de tua voz o canto
E do grave rosto o copioso pranto
Que verteste sempre em clave sibemol?...

... Quero, enquanto é tempo, o teu voar de ave,
A bela sinfonia de tua voz suave,
O brilho doentio do teu olhar de sol!
Leia Mais ››


gravatar

À BELEZA DE UM OLHAR



A beleza que se estampa no olhar
Namora co'a beleza de alma, pura,
Amalgamando na mesma criatura
Poema, verso e prosa a encantar

A vida sacripanta de ternura
Ululante do poeta a extravasar
Lirismo e certa dose de loucura
Anêmona florescendo ao luar...

Assim mora encerrada num sorriso
Recipiente de desejo e refúgio
A beleza maior do paraíso

Única, exuberante, joia rara...
Jamais esqueço, Ana Paula Araújo,
O teu olhar de mulher marajoara!
Leia Mais ››


gravatar

MÃE, O MEU AFETO!


Rondó para o Dia das Mães

Mãe, o meu afeto inocente
Que te ofereço humildemente
É mais que afago, é gratidão,
É a clave de sol dessa canção
Que traz do poema a semente

A brotar na alma tão contente
Assim te oferto de presente
Como um jardim em floração,
          Mãe, o meu afeto!

E, se nesse verso meu carente,
Faltar-me palavra, de repente,
Eis que em súbita emoção,
Eu te darei o coração
Pois és meu tudo; és simplesmente,
          Mãe, o meu afeto!

Leia Mais ››


gravatar

NOTURNOS SORTILÉGIOS



Quando o dia fecha suas pálpebras
E cochila longamente no horizonte
Vênus faceira vem luzir luz álgida
À sinfonia dos pássaros na fonte!

Então a Noite de místicos mistérios
Devora todo o amor das criaturas:
Dos que mesmo ao pé dos cemitérios
Às Amadas devotam ternas juras...

E só resta a beleza apoteótica
Dos poetas que pouco têm a dar
Além de versos trôpegos: erótica
Ternura embriagada de luar!...

... Bendita sejas tu, Eterna Noite,
E bendito o teu noctívago açoite!
Leia Mais ››


gravatar

TALVEZ...



Talvez a minha vida fosse mais que uma aventura,
Talvez eu não vivesse nessa grande indecisão;
Talvez eu não tivesse essa dor que porventura
Embaça a formosura do meu pobre coração.

Talvez me embriagasse com uma dose de loucura,
Talvez à Dama Negra eu um dia desse a mão;
Talvez meu verso alegre se enchesse de amargura
Na noite nascitura que há no berço da Ilusão!

Talvez a lira muda exalasse a sinfonia
Que minha alma um dia no teu corpo escreveu;
Talvez ninguém entenda minha vã filosofia

Talvez a Bohemia noite à fora me perdeu...
Talvez só o silêncio ouça a minha insensatez
Quem sabe um dia, enfim...Talvez! Talvez! Talvez!
Leia Mais ››


gravatar

MELGAÇO, MEU REGAÇO!



Me(u/l) (re)gaço és, Melgaço,
Terra de sonho e ternura
Que embala a criatura
Que está disposta a sonhar
Quem me dera a primavera
Sempre a florir em teu solo;
Erguer-te, criança, ao colo,
E em meus braços te ninar!

No acalanto vejo o pranto
E teus gemidos, tuas dores;
Me tomo por ti de amores
E de um ciúme secreto
Que em renúncia à denúncia
Dos maus-tratos por que passas
Prefiro cadeias, desgraças,
Mas não me calo, abjeto!

Que eu fique só o bagaço
Se de ti me esquecer, Melgaço!
Leia Mais ››


gravatar

NO ESPELHO DE TEUS OLHOS, TEU SORRISO!



Para Marilda Andrade

Eis tudo o que eu preciso: Teu olhar
E teu sorriso - duas joias castas -
Eu necessito - e só tu me bastas -
Para a minha pobre alma enfeitiçar

Em teu sorriso claro de luar,
Em teu olhar que as trevas vãs, nefastas,
Dissipa, e dissipando, então, devastas
Tudo o que, enfim, me pudesse torturar!

Tens no olhar a inocência da menina
E no sorriso - d'alma portfólio -
A sensualidade da felina!

És tudo o que sonhei: Meu paraíso!
E eu me perco no espelho de teus olhos
Pra me reencontrar em teu sorriso!
Leia Mais ››


gravatar

CANÇÃO PARA ACORDAR MAMEDE



Qual canção de um velho estradivário
- Suave som pelo tempo carcomido -
O meu verso (sem charme e sem sentido)
Se esvai nas flamas de um incendiário.

Que desprezo o meu povo tem sofrido!
Quantas mazelas! Quanto leprosário!...
Meu coração de revolucionário
(Lenha que arde no peito entristecido)

Explode em chamas deixando o ar arisco.
Há sangue pelas ruas!... (Ninguém se importa
Com o coração de um poeta triste...)

É a turquesa sonhada por Francisco
De Oliveira e Souza  - que me conforta -
Acordando co' o povo que resiste!
Leia Mais ››


Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


Visitas de Calíope e Érato

Colaboradores

Tradução Simultânea

English French German Spain Italian
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic

Previsão do Tempo

Formas Poéticas

Acróstico (74) Aldravia (5) Balada (7) Caligrama (10) Dez-De-Queixo-Caído (2) Duotrix (8) Epigrama (5) Espinela (1) Ethree (1) Gazal (6) Haicai (48) Indriso (52) Limerik (3) Monóstico (1) Moteto (6) Plêiade (4) Poetrix (43) Quadra (29) Ritornelo (3) Rondel (58) Rondó (8) Roundel (1) Rubai (9) Sextina (1) Sonetilho (4) Soneto (409) Terza-Rima (1) Tradução (5) Triolé (11) Trova (11) Vilancete (4) Vilanela (2) Virelai (4)

Assunto Temático

Estatísticas...

Este blog possui atualmente:
Comentários em Postagens!

Horário de Brasília

Visitantes

Free counters!

Amigos On Line

Outras Saudades...