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À DAMA DE PRETO



E eis-me aqui vencido aos teus encantos.
Aos teus sutis encantos de rainha:
Teus cabelos onde feliz se aninha
A noite de sortilégios e espantos.

Teu sorriso que não abriga prantos,
O teu olhar fascinante que advinha
O que meu verso inda louvar convinha:
- Teus belos dentes, sorridentes, brancos!

Teu corpo escultural, exuberante,
Bem à vontade num vestido preto
- É tudo o que desejo num rompante!

E em teus braços a delirar prometo
Prender tua beleza estonteante
- E prendo-a - nas amarras do soneto.


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E, SE DE REPENTE...



E, se de repente, faltar melodia
E uma nota fria se fizer ecoar
Demoradamente na tarde sombria
Quando a luz do dia depressa embaçar....

E, se de repente, a treva arredia
A doce alegria me vier roubar
Despudoradamente e a triste ardentia
Que a maresia me trouxer do mar...

Onde há de estar de tua voz o canto
E do grave rosto o copioso pranto
Que verteste sempre em clave sibemol?...

... Quero, enquanto é tempo, o teu voar de ave,
A bela sinfonia de tua voz suave,
O brilho doentio do teu olhar de sol!


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À BELEZA DE UM OLHAR



A beleza que se estampa no olhar
Namora co'a beleza de alma, pura,
Amalgamando na mesma criatura
Poema, verso e prosa a encantar

A vida sacripanta de ternura
Ululante do poeta a extravasar
Lirismo e certa dose de loucura
Anêmona florescendo ao luar...

Assim mora encerrada num sorriso
Recipiente de desejo e refúgio
A beleza maior do paraíso

Única, exuberante, joia rara...
Jamais esqueço, Ana Paula Araújo,
O teu olhar de mulher marajoara!


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MÃE, O MEU AFETO!


Rondó para o Dia das Mães

Mãe, o meu afeto inocente
Que te ofereço humildemente
É mais que afago, é gratidão,
É a clave de sol dessa canção
Que traz do poema a semente

A brotar na alma tão contente
Assim te oferto de presente
Como um jardim em floração,
          Mãe, o meu afeto!

E, se nesse verso meu carente,
Faltar-me palavra, de repente,
Eis que em súbita emoção,
Eu te darei o coração
Pois és meu tudo; és simplesmente,
          Mãe, o meu afeto!


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MELGAÇO, MEU REGAÇO!



Me(u/l) (re)gaço és, Melgaço,
Terra de sonho e ternura
Que embala a criatura
Que está disposta a sonhar
Quem me dera a primavera
Sempre a florir em teu solo;
Erguer-te, criança, ao colo,
E em meus braços te ninar!

No acalanto vejo o pranto
E teus gemidos, tuas dores;
Me tomo por ti de amores
E de um ciúme secreto
Que em renúncia à denúncia
Dos maus-tratos por que passas
Prefiro cadeias, desgraças,
Mas não me calo, abjeto!

Que eu fique só o bagaço
Se de ti me esquecer, Melgaço!


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NO ESPELHO DE TEUS OLHOS, TEU SORRISO!



Para Marilda Andrade

Eis tudo o que eu preciso: Teu olhar
E teu sorriso - duas joias castas -
Eu necessito - e só tu me bastas -
Para a minha pobre alma enfeitiçar

Em teu sorriso claro de luar,
Em teu olhar que as trevas vãs, nefastas,
Dissipa, e dissipando, então, devastas
Tudo o que, enfim, me pudesse torturar!

Tens no olhar a inocência da menina
E no sorriso - d'alma portfólio -
A sensualidade da felina!

És tudo o que sonhei: Meu paraíso!
E eu me perco no espelho de teus olhos
Pra me reencontrar em teu sorriso!


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CANÇÃO PARA ACORDAR MAMEDE



Qual canção de um velho estradivário
- Suave som pelo tempo carcomido -
O meu verso (sem charme e sem sentido)
Se esvai nas flamas de um incendiário.

Que desprezo o meu povo tem sofrido!
Quantas mazelas! Quanto leprosário!...
Meu coração de revolucionário
(Lenha que arde no peito entristecido)

Explode em chamas deixando o ar arisco.
Há sangue pelas ruas!... (Ninguém se importa
Com o coração de um poeta triste...)

É a turquesa sonhada por Francisco
De Oliveira e Souza  - que me conforta -
Acordando co' o povo que resiste!


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GAZAL À BELEZA DA FLOR



Impelido a versejar
Tua beleza vou louvar

Tua graça e elegância
Ao mundo todo mostrar

E teu porte altaneiro
Nessas rimas destacar

E o olor de teu perfume
que me faz enfeitiçar

Que me faz alegremente
Ao tem lado sempre estar

Pois outra não há no mundo
Que se possa comparar

A ti, ó rosa bendita,
Senhora do meu penar!


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SONETO PARA A MÃE MARTA GARCIA



Que poema compor e com que rima
Se és Poesia em flor desabrochando
Se as belas margaridas vão murchando
À tua simples presença - ó Rainha!

Se é egoísmo dizer que és só minha
(Esses versos em paz vou murmurando)
Digo: És mãe de meus filhos sempre! E quando
A sós estamos teu colo me aninha!

És mãe, esposa, mulher e companheira!
Quero contigo estar a vida inteira
Porque és doçura, Marta - mel, Garcia!

Este soneto saiu meio apressado
Mas é puro o sentimento aqui jurado:
Parabéns, Marta, mãe - pelo teu dia!


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MOTETO DO AMOR DESEJADO



Os seios que se insinuavam ao meu cortejo
Despiram-se na noite de luxúria
Enquanto eu ardia em febre!.. Num lampejo,
Sem mais delongas e com fúria,
Amei a quem me vendo na penúria,
         Sem injúria,
Entregou-se-me, inteira, com desejo!


Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog

Onde quase sempre venho postar

Arrebóis, luas ternas, brisas do mar

E uma velha ternura de buldogue!


Mergulhe à vontade, não se afogue

Nas águas cristalinas desse mar...

E, se não tens motivo pra chorar,

É favor vir outro dia bem mais grogue


Pois aqui encontrarás dilacerado

Um coração, um verso enluarado

E da Amada o nome luminoso!


Se já amaste assim, leitor amigo,

Sabes bem o que se passa comigo...

O Cantinho da Saudade é o meu gozo!


Jaime Adilton Marques de Araújo


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