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ÍNDIA PANEMA?... ÍNDIA FELIZ!




Com o seu arco e suas flechas de taquara
Após a bênção do velho pajé
A cunhatã sai sozinha em sua igara
De bubuia, no remanso da maré...

Seu desejo é pegar um jacaré,
Um jandiá-açú, uma pirarara,
Um tatu bola, um quanti-mundé
Um socó, um papagaio, uma arara.

E lá vai ela, mais que mulher, menina,
Mata a dentro, rio abaixo, rio acima,
Mas a maré não está pra peixe! Nada!

Porém na volta, perdida a esperança,
Seu olhar encantador sutil me lança
E cativa a minh'alma apaixonada!
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O BANHO DA IARA



Faceira, ela margeia o curso d'água,
Chamando os encantados para a dança
E a correnteza tremula na esperança
De envolver-lhe a cintura, a anágua...

E então mergulha com a confiança
De quem tem no amor  - crepitante frágua -
O elixir curador de qualquer mágoa
E se esbalda aos risos e aos risos dança!

E o quiririm do rio marajoara
Quebra-se com o cortejo da Iara
Que me convida a sair pela manhã

Rio afora! Eu sou o Sol, ela é a Lua
Que se banha contente - seminua -
Morena sestrosa, esbelta cunhã!
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A CAÇADORA DO AMOR



Quem é esta que aparece na praia
Os pés descalços pisando a areia,
E na tarde que finda saboreia
O balançar do vento em sua saia?

Quem é esta que tem uma sambambaia
Pendurada ao pescoço de sereia,
E cisma, noite afora, e tece a teia
Onde possa enredar um pirucaia?

Quem é esta que gosta do igapó
E que vive a pensar no Marajó
Que é seu pedacinho de chão, seu lar?...

Na exuberância de deusa morena
Ela é a índia que enfeitada de pena
Anda caçando o meu amor ao luar!
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SONETO A UMA BELA NOIVA



Vão-se os dias. E, não como de costume,
Desaceleram em transe rosicler;
Qual vela que sustenta frágil lume,
Mas não morre com um vento qualquer.

Só não é lenta a angústia! E o ciúme
Que a faz despetalar seu bem-me-quer...
E na ânsia de exalar o seu perfume
A donzela transforma-se em Mulher!

E seus olhos denunciam-lhe o encanto.
Seus lábios dizem SIM e inda lhe resta
Emoções verdadeiras sob o véu...

E o seu amado (que também a ama tanto)
Depois da bênção rouba-a da festa...
... E começa uma eterna lua de mel!
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O CULTO DO INCULTO CANTADOR


A brejeirice desse teu sorriso
Natural, espontâneo, sedutor,
Acaricia minh'alma! Impreciso,

Presto culto como inculto cantador
A toda a tua beleza - de improviso -
Um poema a uma perfumosa flor
Linda - na inflorescência do riso
Amada - no esbelto porte encantador!

Poeta, o que me resta é cantar
Ao mundo inteiro a tua formosura
Celebrando-te na minha poesia...
Hoje a ordem do dia é homenagear
Esse sorriso, esse olhar, essa ternura
Cativante que enche de alegria
O poeta de quem és a fantasia!

Donzela travessa, que mulher traquina
Escondes sob esses olhos de menina!?

Serenatas, poemas, rondeis
O poeta te escreve laureis
Um soneto e se letras sobrar
Zagais, baladas, noturno, lunar...
A nata da poesia só pra te (en)cantar!
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LUARESCENTE PROMESSA DE PAIXÃO


Linda e lírica princesa
Imensuravelmente amada
Verdadeiramente desejada
Imensamente cortejada
Amante da delicadeza
Ninguém conseguiu decifrar
Essa morenice que tens no olhar!

Luarescente promessa de paixão
Inatingível musa do jogral
Mulher de exuberante compleição
Ardilosamente entre o Bem e o Mal.

No dia de 'tus cumpleaños'
Orvalho em teu colo derramo
Guardando um segredo contido
Um poema de amor, uma nota
Exultante em dó sustenido
Imergido no canto da gaivota;
Riso aberto que me ilumina
A mulher que esconde a menina!
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BODAS DE LINHO E PORCELANA


À musa do meu fado peço agora
Um verso bem soberbo, altissonante
Para falar, neste dia exuberante,
Da bênção que nele se comemora!

É dia de amor e paz, festa sonora;
De se lembrar daquele dia exultante
Em que Samuel Soares, radiante,
Recebeu Clara, por esposa, em boa hora!...

Os anos se passaram repentinos...
Mas eles seguem unidos e amados,
A cumprir fielmente seus destinos.

Rangel, Lucas, Tiago, Adriel e Adriana
São os frutos deste enlace - abençoados -
Destas bodas de linho e porcelana!
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À SINGELA CLARA SOARES


Clarividente, cósmico, lunar,
Luminoso e natural sorriso
A mais perfeita mulher - o Paraíso
Restaurado pelo verbo amar!

Ao te ver eu, poeta, só preciso
Sorrir para sorrindo encontrar
O brilho intenso desse teu olhar
Amealhando versos de improviso.

Rimas de brisas brancas de brandura,
Emoldurando os poemas, os cantares
Salomônicos de amor, de ternura...

Contrários mesmo que sejam os ares
Luminescente teu sorriso é candura
Singela, pois és bela, Clara Soares!
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SONETO PARA SYANE


Simpatia pura e sensibilidade
Yes! Retratam (exato) quem tu és:
Amiga da candura, da amizade,
No embalo dos remansos, das marés!

Encantadora da cabeça aos pés
Linda rosa de  amor, suavidade
O teu perfume, - ó flor de aloés -
Beleza expande pela eternidade!

Alegre e atenciosa (mas que dueto?!)
Ternura que armazena um tesouro:
O mesmo jeito perene e cordato!

Finda-se o acróstico, mas o soneto
Continua fechando com chave de ouro:
Parabéns pra você, Syane Lobato!
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


Visitas de Calíope e Érato

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