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INDRISO ATEMPORAL



Ah, se os relógios parados na parede
Tivessem a graça e o poder de dar stop
Na engrenagem enferrujada do tempo!

Que doce ilusão seria imaginar-se
Que a vida é sempre um salão de festas
Onde se dança a eterna valsa dos amantes!

Mas, essa dor nas costas, esse olhar cansado

Lembram-me Cazuza: "Não, o tempo não pára!"

by Jayme Lorenzini García
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HAYKAI N° 48

SÉRIE: ESTAÇÕES

E, apesar das dúvidas,
Alternam-se, contentes,
As Estações!

by Jayme Lorenzini García
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AUSÊNCIA


Ansioso espero por ti
A cada minuto, a cada hora.
Aguardando a graça de teu sorriso
Amável, sorriso meigo, sincero.
Amanhã, talvez ainda não cesse
A busca por teus passos lépidos:
Ausência que outra vez hei de carpir!

by Zennon Rodrigues Tavares
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PUNHAL


A dor aguda de tua ausência
Bloqueia o sentimento,
Entorpecendo-o, de tal forma,
Que parece estarmos
Conformados com tua partida.
Entretanto, a noite, apenas
A noite é quem sabe de nosso
Sofrer intenso,
Pois é quem sempre
Tem estendido as mãos convexas
Para colher as pérolas
Que se nos escorrem pelos olhos!
A madrugada soluça e cicia
Às estrelas solitárias
O teu bendito nome
Sempre ligado à boa
Literatura!
E o dia nos surpreende
Olhando o horizonte
Além do infinito vazio!
Há três anos, Docival,
Partiste.
Há três anos essa dor
Em nós persiste!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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LUA CHEIA DE SAUDADE...




Da janela de meu quarto
Vejo a lua, esplêndida, no céu,
Tão formosa quanto a lembrança
Que tenho de ti...

Fecho os olhos
E sinto-te bem pertinho de mim
Que dir-se-ia teres um resplendor
Maior que o da lua cheia
Que me habita!

Sim! Estás aqui comigo!...
Tu és minha doce companhia
Não obstante a ingrata distância...

Da janela de meu quarto
Vejo-te em minha lembrança...

by Jayme Lorenzini García
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ALDRAVIA N° 5


verso
autêntico
desabrocha
genuína
margarida
asfáltica

by Zennon Rodrigues Tavares
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ONDE ANDARÁ MINHA NOITE FELIZ?


Paráfrase de Arnando Pimentel

Na minha pobre sala não há lareira.
Na janela o sapato amanheceu
Tal qual dormiu - cheio apenas de poeira -
Papel Noel de mim se esqueceu.

E a tristeza do mundo em mim cresceu
Tal qual as águas de uma cachoeira.
Desiludido o meu sonhar  morreu
No vaso onde jazia uma roseira!

Por chaminés de vil desesperança
Não desce o bom velhinho nem a pau.
O desamparo me diz não sou criança

Minha inocência, roubou-a um gênio mau…
O tédio me acompanha, é minha herança,
Nessa noite, sem sinos, de Natal!

by Manoel da Silva Botelho
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PÁSSARO PRESO NÃO CANTA, LAMENTA...


Pássaro preso não canta, lamenta.
Por isso essa dor no meu peito triste
Que me acabrunha, que me atormenta,
Pois nesta prisão não há nem alpiste.

No entanto a alma mostra que'inda existe
Uma sutil poesia que me brota sedenta...
Pássaro preso não canta, lamenta.
Por isso essa dor no meu peito triste.

E, na amarga prisão, meu pássaro tenta
Transformar sua tristeza em chiste...
Mas só multiplica sua desdita tormenta
Que se queda à verdade, o peito em riste:
Pássaro preso não canta, lamenta.

by Léo Frederico de Las Vegas
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HAYKAI Nº 47



Solstício de verão:
A mulher entrega-se
Cheia de volúpia!

by Jayme Lorenzini García
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HAYKAI N° 46

SÉRIE: ESTAÇÕES

Há incerta bruma
No ápice do zênite:
Verão? Inverno?

by Jayme Lorenzini García
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HAYKAI Nº 45



Primavera em transe -
A lua, espia, crescente,
Nos olhos do gato!

by Jayme Lorenzini García
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POR TEU AMOR



Por teu amor me fiz poeta,
Eu, que já fui anacoreta;
E, inebriado por tua beleza,
Mudei a minha natureza
Mas busquei sempre minha meta:

Dizer de forma bem direta
Dessa paixão que era secreta
E dar adeus à vil tristeza,
         Por teu amor!

E, se minha rima é discreta,
O verso busca qual trombeta
Expandir-se em tal grandeza
E lutar contra a correnteza,
Para enredar-te em minha seta,
        Por teu amor!

by Zennon Rodrigues Tavares
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O ESPETÁCULO



Não sou eu quem vai cumprir o seu oráculo.
Vivo a vida, dia após dia, sem obstáculo.
- Fantoches, marionetes, mamulengos?...
Nem uns, nem outros: eu sou o espetáculo!

by Zennon Rodrigues Tavares
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O DESEJO DO POETA (SEXTINA)











A inspiração não me acode nesta hora
Que penso na morena dos meus sonhos
Para fazer-lhe em versos imponentes
O mais belo poema de ternura
Ouriçando a combustão no aconchego
Da louca sarça ardente de seu corpo!

Em louca febre ardente o seu corpo
Dá sinais de que precisa desta hora,
Do meu abraço forte e do aconchego
Que embala a luxúria dos seus sonhos
Imersos em desejos  e ternura
De delírios febris e imponentes!

Desejo seus sussurros imponentes,
Desejo ardentemente o seu corpo
Para abrandar do fogo a ternura
Que queima o meu peito bem na hora
Em que m'entrego tonto aos meus sonhos
De com ela viver nesse aconchego!

Ah! seu carinho sincero, o aconchego
De seus braços de abraços imponentes
Que me faz delirar em rudes sonhos
De descansar no oásis de seu corpo
Esquecido da vida, atento à hora
De oferta-lhe meu amor, minha ternura!

É indizível sentir essa ternura
Pela morena a quem dou aconchego,
Com quem eu sonho nessa triste hora
E a quem louvo em rimas imponentes;
É bom sonhar co' a febre de seu corpo
Em doces, e febris, e longos sonhos!

E se a inspiração não faltam os sonhos,
Nem o enleio inebriante da ternura
Que busca da Amada o ardente corpo
Exaurindo-se em paixão e aconchego
Na chama de amor & sexo, imponentes
Amantes que se amam a qualquer hora!

Quero-a nesta hora, mesmo que em sonhos
Belos e imponentes, cheios de ternura
Pra sentir o aconchego de seu corpo!

by Zennon Rodrigues Tavares
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GAZAL DO AMOR QUE NÃO SE ESQUECE


Um amor mal-resolvido
Está fadado ao olvido?

Quem, de amor, ficou doente
É favor me dar ouvido

E dizer se dói à beça
O não ser correspondido

Pela Amada de seus sonhos
Por quem se perde o sentido?

Se dói, pela predileta,
Ser simplesmente esquecido,

Deixado em segundo plano
Tristonho, desiludido?...

Eu bem sei que a dura flecha
Empunhada por Cupido

Tem feito muito das suas
A quem a tem merecido...

No desconcerto do mundo,
Num carinho enternecido,

Sempre há do amor a presença
Em todo o acontecido.

Quer seja pleno ou sonhado,
Imaginado ou vivido,

Seja feliz ou então sofra
Quem o sinta fenecido

Ainda assim sendo amor
Está tudo esclarecido

Resolva-se ou se esquive
Do que pra si está incumbido,

Mesmo um amor desse naipe
Nunca se esquece... Duvido!!!
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LUA NOVA: UM SORRISO SAUDANDO NYX


Luminescente junto ao dia que agoniza
Uma pequena e benfazeja réstia de luz
Abre aquele sorriso saudando a noite.

No entanto, a aparição é coisa rápida,
O horizonte há de ocultá-la em breve...
Virá então, em seu manto negro, Nyx,
A dominatrix de homens e de deuses!

by Jayme Lorenzini García
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O PASSAR DO VENTO



Às vezes, como um lamento,
Eu sinto passar o vento...

Beijando o rosto sofrido
Do dia desmilinguido
Que se vai mal é nascido
E dura um só momento.
Às vezes, como um lamento,
Eu sinto passar o vento...

E o sentir passar bem perto
Deixa-me feliz, por certo,
Qual carícia no deserto
Que é pra alma lenimento.
Às vezes, como um lamento,
Eu sinto passar o vento...

E com ele tudo passa.
Chuva fina na vidraça
Passa o bem e a desgraça,
A força ímpar do momento.
Às vezes, como um lamento,
Eu sinto passar o vento...
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SEMPRE E QUANDO!...



Ao instante fugaz que estou gozando
Uno o desejo de me ir eternizando.
Em fins de festa o vinho bom na taça
Nos convida a viver sempre e quando!...

by Zennon Rodrigues Tavares
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FERIDA ABERTA



Então Dezembro estendeu seu manto
Na inaudível voz desse moteto
Misturando o meu antigo pranto
Ao choro mais recente num dueto
E assim surgiu a sós este poemeto
            Cianureto
Na ferida aberta do meu canto!

by Zennon Rodrigues Tavares
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À BÍBLIA, NO SEU DIA



Bíblia,
Palavra de Deus,
Em tuas páginas
Escondes um tesouro
Inigualável de valor:
O caminho que leva ao céu,
A verdade sobre a salvação,
O labirinto pelo qual
Aquele que se enveredar
Há de alcançar a vida eterna!

És a luz
Que nos ilumina os passos
E nos mostra a direção certa,
Nosso Porto Seguro!

Bíblia, Palavra Santa,
No teu interior tanta,
Tanta sabedoria ao que
Humilde meditar em ti
E no teu Autor!

Revelas sublimemente
Ao homem
Que num gesto de amor
Cristo reconciliou
O homem
Com Deus, seu Criador!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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VOSSO AMOR MEU PEITO IMPLORA



Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

Se eu pudesse externar
O que minha alma a sonhar
Derrama num triste cantar
Com saudades de outrora...
Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

Quem dera pudesse dizer
Num virelai, com mui prazer,
Dessa paixão que aquecer
Vem o meu sonho nessa hora.
Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

Se tu pudesses ouvir
Meu lamento a carpir
O frisson a combalir
Meu corpo que extertora...
Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

Quem dera pudesse a dor
Desse instante indolor
Que sinto ser o palor
Que te envolve e devora...
Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

by Zennon Rodrigues Tavares
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ERA TEU MEU PENSAMENTO...



Era teu meu pensamento,
Era meu o teu abraço,
Era nosso o casamento!

Era um só contentamento,
Era um único espaço,
Era teu meu pensamento!

Não se falava em tormento
Seguia-se no mesmo passo:
Era nosso o casamento!

Nem à brisa, nem ao vento
Dirigi verso madraço:
Era teu meu pensamento!

Mas eis que um dia!... Oh, lamento
Ao lembrar com embaraço:
Era nosso o casamento

Ruindo em atrofiamento,
Se esvaindo, triste, lasso;
Era teu meu pensamento

Mesmo nesse atroz momento
De abandono, descompasso.
Era nosso o casamento

Que era também lenimento
Definhando em teu regaço...
Era teu meu pensamento
Era nosso o casamento!

by Zennon Rodrigues Tavares
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HAYKAI Nº 44



Solidão noturna -
Ave Minguante migrando
Pra desesperança!

by Jayme Lorenzini García
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BAILA LÉPIDA DANÇANDO


Mote:

Baila lépida dançando
Sob um lindo arco-íris
Jovem formosa, Thamyres!

Voltas:

Toda faceira e contente
A bailar desinibida
Sorrindo de bem co' a vida
Tristeza está ausente
Desse rosto alvinitente
Qual da Amada de Osíris
Jovem formosa, Thamyres!

Baila com simplicidade
E com tal desenvoltura
Que se vê! Tal criatura
É só inocência e bondade!
E é maior sua formosura
Que a do esbelto arco-íris
Jovem formosa, Thamyres!
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HAYKAI Nº 43



Primavera quente:
Pleft - cai a rã no lago -
Lembro de Bashô!

by Jayme Lorenzini García
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UM CONVITE AO CARPE DIEM



A sina dolorosa da existência
Nos convoca sempre a refletir
Sobre tudo que nos dá subsistência...
- De que espaço somos o souvenir?

Se, entre berros e sangue, à opalescência
De alta luz somos dados a vagir,
O que mais esperar da turbulência
Vida afora que nos guarda o porvir?

Aproveitar o presente é a saída
Que o futuro se mostra nebuloso
E o passado é uma nau que jaz perdida

No Mar da Ilusão!... Amigos, conciliem
Vosso existir ao que há de venturoso:
Vivamos o momento! Carpe Diem!

by Léo Frederico de Las Vegas
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ALDRAVIA Nº 4


rima
em
crise
falta
poesia?
- aldravia!

by Zennon Rodrigues Tavares

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CHORANDO, TRISTE, DE SAUDADE...




Chorando, triste, de saudade,
Seguindo a sós pelo caminho
Lembrando vou da crueldade
Que me deixou assim, sozinho...
Despido da doce ternura
Que me evocava teu amor
Fiquei sem tua formosura
Em prantos com a minha dor.

Pelo silêncio da cidade
Ou pelo intenso burburinho;
Em meio a tanta orfandade,
A tanta bruma e esfuminho;
No peito um pouco de candura
Ardendo em febre e dissabor
Seguindo vou em treva escura
A prantear a minha dor!

Numa total simplicidade
O que embalava o nosso ninho
Era a inocência, a castidade,
Era o afago e era o carinho.
Desse afeto a tessitura
Estava plena de langor
Até que veio a amargura
E mergulhou-me nessa dor!

OFERTA

Me lembro da felicidade
Que deu lugar ao  desamor
Numa enorme velocidade
A traduzir-se nessa dor!

by Nuno Perez de Noronha
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


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