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A LUA CHEIA O E O MÚLTIPLO ORGASMO DA BEM-AMADA



Noite de lua cheia. Rua em silêncio. Todos dormem...
No nosso quarto a única luz é a do luar.
Entre lençóis, corpos desnundos, tesão informe,
Pernas abertas, sedenta, me chamas pra te amar...

E entre elas me posiciono em direção ao teu sexo.
Então sentes minha boca macia... Minha língua (gemido)
A passear por teus grandes e pequenos lábios num amplexo
De prazer que envolve teu grelo saliente, latente, atrevido!

Estás em delírio!... Entregue, submissa, quente!
Afastas a pele e expões mais desse grelo ousado;
E eu então te sorvo, te sugo, mordisco-te sofregamente;
Ninguém nota, mas nessa rua silenciosa, nesse quarto

Nessa cama de lençóis de seda minha mulher
Morde travesseiros e lábios. Grita. Geme.
Expõe-se cheia de tesão, paixão, deleite! (E me quer!...)
Sensual, goza em minha boca um delicioso creme!

Ninguém nota. Só eu. Só eu vislumbro seu sexo carnudo,
Cheiro seu odor feminino, toco sua intimidade
E provo de seu gozo. Ninguém nota, mas ela arqueia seu busto,
Grita em espasmos e goza... E geme de felicidade!

Ela goza seu maior deleite, seu maior prazer em grande espasmo
Goza seu melhor gozo e tomba feliz de ter vivido um múltiplo orgasmo!...
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OLHANDO O MAR



Ah! Olhar o mar
E senti-lo vivo
E ter a sensação
De que é a primeira vez....
O sol multiplicado
Em cada onda
E a vida acontecendo
De mansinho
Bandeiras ao sabor
Do vento lépido
E a brisa no rosto
Pensativo
Pensando dias
Melhores
Para o povo
Doce ilusão
De um poeta!

by Olímpio José de Araújo
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HAYKAI Nº 32



Totalmente nua:
Na noite primaveril
A mulher me tenta!

by Jayme Lorenzini García
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AMORES PÁSSAROS



asas regressam
luminescentes
brumosas
noticiando
que o horizonte
se descerra
azul
por trás
das escarpas
galguemos, pois,
os frios penhascos
porque além
está a fonte
de Hipocrene!

by Olímpio José de Araújo
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HAYKAI Nº 31



O bicho-da-seda
Sob o galho, inerte,
Já é primavera.

by Jayme Lorenzini García
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VELEJANDO PELA ILUSÃO



Nau frágil
Tenho fome
De outros mares
Singro ares
Cato o vento
Abso(r|l)vo
Os tormentos
Inspirando
Silêncios
Auroras
Boreais
Crepúsculos
Horizontes
De outros corpos
Tenho sede
Naufrágio

by Olímpio José de Araújo
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HAYKAI Nº 30




Cheiro de gardênia
Sob os lençóis suados -
Chega a primavera!

by Jayme Lorenzini García
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HOJE A NOITE CAIU EM TEUS CABELOS...


Hoje a noite caiu em teus cabelos
Deixando um aroma de saudade
Em tua pele coberta de desvelos
Desnuda à minha muda saciedade

Surgiu, em crescente luminosidade,
A vaga lua consumindo-se de zelos.
Hoje a noite caiu em teus cabelos
Deixando um aroma de saudade!

E te vi tão delicada (oh, anelos
De minh'alma que a tuz tez invade!)
Que te prendi nos meus sutis novelos...
E para a minha total felicidade
Hoje a noite caiu em teus cabelos!

by Zennon Rodrigues Tavares

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HAYKAI N° 29

SÉRIE: ESTAÇÕES

E segue o impasse
Ao pé do Marco Zero:
Outono? Primavera?

by Jayme Lorenzini García
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TRIOLÉ DO SOL NASCENTE


Da janela do meu quarto
Vejo o sol surgir, faceiro!
Vejo o seu fulgor bem farto
Da janela do meu quarto.
E ele surge alegre, harto,
Que o dia nasce prazenteiro.
Da janela do meu quarto
Vejo o sol surgir, faceiro!

by Zennon Rodrigues Tavares
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PAZ INTERIOR


O audível
Silêncio desta hora
Inunda o meu mundo de doce poesia
O rude verso desorbitado
Do soneto que não compus
Me vem sorrir à boca
Neste momento
De nostálgica entrega
E incomunicável amor
E, lá em cima, a lua
Com sua luz argêntea e musical
É a testemunha ímpar
De que cá embaixo
Um trágico poeta
Caminha a lerdos passos
A cismar no mistério da vida...

E o gracioso alfange
Me convida a viver
A hora suprema do amor
E, quedo-me, extático

À contemplação do Infinito!

by Léo Frederico de Las Vegas
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RONDEL DE UM VERSO NOVO


Fui ao cais da cidade procurar
Um novo verso pra minha poesia
Que pudesse a paz extravazar
Que naquele momento eu sentia!

Em lá chegando me inundei da energia
Do amigo vento levemente a soprar.
Fui ao cais da cidade procurar
Um novo verso pra minha poesia.

Além do vento, um arco-íris a embelezar
A paisagem surreal de fim-de-dia
Era a tela de um artista a divagar,
Era a Poesia verdadeira que (eu dizia)
Fui ao cais da cidade procurar!

by Zennon Rodrigues Tavares
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RONDEL DA INÚTIL OBSESSÃO

Mote:
Eu parto a minha cara de vergonha
Toda vez que volto pra você!
Laryssa Fernanda
Eu parto a minha cara de vergonha
Toda vez que volto pra você!
Entrego-me, inteira, e risonha,
Além do corpo de dou todo o meu ser.

E te lambuzas no mel do meu prazer
E... me desprezas, deixando-me tristonha.
Eu parto a minha cara de vergonha
Toda vez que volto pra você!

Nem te importas se a minha alma sonha,
Nem meu Príncipe Encantado queres ser.
No Entanto, quero mais de tua peçonha...
E, assim, toda vez que vou te ver
Eu parto a minha cara de vergonha!

by Yara Cínthya Marcondes da Silveira
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O AMOR QUE PROCUREI



Sou quem erra na tépida estrada
À procura de um bem que não existe.
Por isso, os lábios murchos, o olhar triste
De quem passou p'la vida e não fez nada.

Não dei os versos que fiz a ti, Amada!
Não desfrutei do amor que inda persiste
Cá dentro, latejando, o peito em riste
- Rosa morta na triste madrugada! 

Por isso é pouco o que te ofereço:
As flores que brotaram no caminho
Por onde andei, aos prantos, nesta vida.

E se me queres dar (ah! não mereço!)
Dá-me a serena paz de teu carinho,
De teu corpo o perfume, Margarida!

by Léo Frederico de Las Vegas
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TRISTEZA BLUE


Hoje estou triste
Porque vi
Em teus olhos azuis
A luminescência
De um triste
Horizonte triste!

by Léo Frederico de Las Vegas
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POEMA À ETERNA LUA NOVA




Ó Lua Nova,
Tenho sede de ti!
Têm, meus olhos,
Fome do teu aroma
Que inunda o universo
Nas águas plácidas do amor!

Inebriado com teu encanto
Eis-me aqui, todo amor,
A lembrar-me que tenho algo a dizer
Neste mesmo instante a alguém
Que está distante, o meu bem!
Alguém que me faz mergulhar
No insondável mistério da Saudade,
Saudade que me aperta o peito
E vem marejar os meus olhos
Nas horas mais esquecidas da Solidão!

Algo que guardo em meu coração
Desde os tempos de criança
E que me acompanhou pela vida afora
Algo como: "Deixa-me viver
Contigo as boas coisas que traduzem felicidade;
Deixa-me absorver em tua vida
O mel da vida!
Deixa-me viver contigo
A realidade deste sonho...

Deixa eu te amar
Da maneira mais serena
Jamais amada!
Ah, deixa eu ser feliz!"

Sim, Lua Nova de setembro!
Tenho vontade de derramar
Sobre os teus pés a minh'alma
Para que eu seja transfigurado
De tênue luar
Para que eu possa
Sorrir e amar!

by Jayme Lorenzini García
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PAUTA MUSICAL



Doce música suave enche o ar
Retumbando em som harmonioso
Miserere buscando ao pé do altar
Fácil perdão ao ardil pecaminoso;

Solfejando em noites de luar
Lamento triste, vão, voluptuoso,
Sidéreo, em sonhos a divagar
Dolentemente no peito amoroso!

Reza bendita! Oração cristã!
Misericórdia erguida, aos céus, em prece
Falando ao coração do Eterno Pai!

Sol da Justiça raiando na manhã
Lamuriante que aos poucos esmaece
Sinfonia de luz espalhando vai!

by Kammille Nunes de Lima
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MARCA REGISTRADA


É preciso sentir esse momento
E a poesia que ele traz, e a calma
Que traz em si um doce esquecimento
Que satisfaz a merencória alma!

É preciso despir-se do lamento
Que gera desconforto, dor e trauma;
E buscar o elixir, o lenimento
Da excelsa Poesia - louro e palma!

É necessário que se vá bebendo
Dessa áspera fonte de ternura
Que nos convida a estar vivendo

A paz que esse instante propicia.
É preciso inundar-se da candura
Que é a marca registrada deste dia!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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A SAUDADE QUE DEIXAS EM NÓS...

A saudade que deixas em nós
É maior que o sofrer vil e sujo
Que agiganta a ferida algoz
E se agasalha no peito intrujo

Dos teus filhos e parentes cujo
Coração chora a dor mais atroz;
A saudade que deixas em nós
É maior que o sofrer vil e sujo...

É maior que o tempo veloz
Que se vai; que o verso sabujo
Do poeta que se queda sem voz.
Nossos olhos marejam, Marujo,
A saudade que deixas em nós!

by Zennon Rodrigues Tavares
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PACTO ESCUSO


Sob a luz sub-reptícia
Da lua de setembro
Quando a cidade dorme
Sob o acalanto
Dos anjos embriagados
Os gatunos se reunem
Ocultos no espectro
Da seriedade
Para depredar a paz
Surrupiando a aurora
De meu povo!

by Léo Frederico de Las Vegas
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NOTURNO DA PRAÇA DA MATRIZ



Eles nos olham
Como almas
Transviadas!

Nós os olhamos
Como cegos
Guiando
Outros cegos!

Enquanto isto,
Lá das Alturas,
Ele a ambos olha
Como ovelhas
Desgarradas
E sem pastor...

Então
Num infinito
Gesto de amor
Ele se despe
De Sua glória
E morre
Por eles
E por nós!

by Léo Frederico de Las Vegas

 
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LUA MINGUANTE, MINGUADO VERSO!




Nem um verso
Minguado
Nesta lua!

by Zennon Tavares
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O DESESPERO DA PALAVRA


O desespero
Desesperado
Da desesperança
Desesperou
Desesperadamente
Meu desesperar
Desesperando
A palavra
Em desespero!

by Olímpio José de Araújo
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RONDEL DE UMA CARTA DE AMOR


De arroubos juvenis estava cheia
A carta que mandaste para mim.
O meu lábio inda sente, saboreia,
A doçura do teu amor sem fim.

Entre guardados a perdi. Por fim,
Na gaveta do tempo, um dia, achei-a.
De arroubos juvenis esta cheia
A carta que mandaste para mim...

Vulcão extinto, o peito se incendeia
No mar da paixão qual bergantim
Outra vez lembrando o canto da Sereia
Diluído pela carta que, em fim,
De arroubos juvenis estava cheia!

by Zennon Rodrigues Tavares
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O MUNDO DA CRIANÇA


O Mundo da Criança em tempos idos
Do ensino era um rústico espaço
Onde o aluno, aprendia, com embaraço,
Dos jambeiros, à sombra vã, floridos!

Passou o tempo... Sonhos adormecidos
Despertaram, um dia, sob o compasso
Da reforma que tornou um belo paço
O que antes nos deixava entristecidos...

É mais que um sonho O Mundo da Criança:
- É o futuro que se descortina
Trazendo aos corações a esperança

De um bom aprendizado, ousado e novo!...
E a pré-escola é pioneira, pois ensina
Que o porvir será melhor pra este povo!
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REMINISCÊNCIAS POÉTICAS



Do alto de minha desolada torre
Faço um poema xinfrim.
Não o faço como quem morre
Mas como quem chega ao fim

Do fim de um poço sem fundo
Que vai dar em lugar nenhum.
Ah! Se eu me chamasse Raimundo!
Ah! Se meu verso não fosse comum!

by Olímpio José de Araújo
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FRÊMITOS À BOCA DA NOITE


A noite abriu
Sua boca
Deglutindo
Os versos
Serenos
Que fiz
Ao luar!

by Léo Frederico de Las Vegas
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INTERMEZZO...


Entre o sonho
E o peixe frito
Teu coração
De jabuti!

by Jayme Lorenzini García
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CÚMPLICES DA MINHA SOLIDÃO

                                                     
Mote:
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou:
Edith Maria Lobato

Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou:
Ele me viu, sofrendo, chorar por ti,
E a rolinha, que você me desprezou!

Desde então, atordoado, não sei quem sou
E sinto falta de teu carinho aqui.
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou.

Arrotou as mágoas que, então, senti
Quando meu bem simplesmente me deixou.
Sem prazeres achei-me, porque morri,
A minha Amada sem dó me abandonou...
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!

by Jayme Lorenzini García
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


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