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DELÍRIOS D'ALMA



À noite abro as janelas
Da alma
Para o murmúrio da fonte
Para o cintilar das estrelas
Para a balbúrdia dos insetos
Noturnos
Que tecem no ventre da Noite
O afã de um novo dia.

Sou feliz quando anoitece!

Fico a ouvir as estrelas
E tecer serenatas
E na contramão dos grilos e sapos
Torço pra que não amanheça
Porque sofro
Todo dia
A desventura de olhar
Pela janela
E ter lembranças
Dolorosas
Dos "erros" que cometi
E ter saudade pungente
De não me negar
Em essência
O direito constitucional
Humano
De ser quem sou!

by Gumercindo Dantas
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ALMA E CORPO



Tenho a alma presa
E o corpo mutilado
Já não sei sentir o que sentia...
Só me resta exorcizar
O medo
Dos tristes versos
Desta lóbrega poesia!

by Gumercindo Dantas
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O ETERNO (RE)FLUIR DA VIDA...


de instante em instante
e lá se foi a vida
escorrendo entre os dedos
qual filete d'água
ampulheta quase vazia
da areia do tempo
que passou veloz
no teatro da vida
mal percebemos
o momento de entrar
em cena
de brilhar
cumprir nosso papel
incorporar o personagem
e já é hora
de demarcar a deixa
de deixar outro ator
atordoado
no afã de cumprir
a sua sina!
e no fim a vida
sempre passa
e se renova
sorriso após sorriso!

by Gumercindo Dantas

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ALMA IMPENETRÁVAL



Ao Itamar de Vasconcelos Ribeiro Jr.
O território palmilhas da tristeza
E da dor de pertencer à natureza
Das coisas como exatamente são.
Tens chagado e dormente o coração
E não podes nem mesmo respirar
Na garganta o nó, a falta de ar
E mais um dia pra cumprir sem novidade
(Onde escondeu-se essa tal felicidade?)
E cantas - em alto som - o desespero
De gozar o momento em exaspero
À fluidez do tempo implacável
Não te sentes amante nem amável
E tens a alma e o cuore putrefato
E pensamentos suicidas: isto é fato!
Mas inda tens um verso alvissareiro
E o desejo de estar errado, verdadeiro,
Que te faria, feliz, enfim, ganhar...
Então cantes ao mundo teus dilemas
Em versos livres, em trovas, em poemas
Porque a vida, irmão poeta, é cantar!

by Olímpio José de Araújo

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O CANTO DA CIGARRA



A cigarra,
Não obstante
A iminência
De sua morte
Canta
Porque o verão
Anuncia-se, faceiro!

by Olímpio José de Araújo
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O LUAR VAGABUNDO VAI CRESCENDO...




O luar vagabundo vai crescendo
E enche a noite de iluminuras!
Vozes veladas se vão apercebendo
De que é hora de mágicas ternuras!

Em puro êxtase, sou das criaturas
A mais feliz!... Sinto-me vivendo...
O luar vagabundo vai crescendo
E enche a noite de iluminuras!

Iluminuras que o tempo vai tecendo
Vida a fora cosendo as rupturas
Que nos ficaram das mágoas perecendo
No esquecimento das vis sepulturas...
O luar vagabundo vai crescendo!

by Jayme Lorenzini García
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SONETO DE LIBIDO E SONHO


Preciso me despir dessa quimera
Desse olhar o luar qual moribundo
Lobo solitário a vagar no mundo
A cair prestes na garra da pantera

Que espreita, soturna e dócil, à espera,
Sua vítima com desejo profundo
De abatê-la no charco azul, fecundo,
De fantasia de outono e primavera!

Preciso, pois, despetalar minh'alma
E oferecer às rosas o perfume
Inebriante que possa exalar!

Preciso me entregar (ternura e calma)
À pantera que me beija sem ciúme
Cuja fome em meus lábios vem matar!

by Nuno Perez de Noronha

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INDRISO DO ETERNO AMOR



Um perfume de saudade clandestina
Se mistura à  sinfonia angelical
Musicando o compasso da distância

Que teimou em separar os corações
Que entrelaçados num passado ignoto
Pulsaram tempo a fora sempre juntos...

E, inda que passe o esplendor da juventude

Esse amor há de mostrar-se sempre eterno!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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CASARÃO ABANDONADO

  
A Docival de Souza Gomes
Que guardava o Casarão Abandonado
Que nos legaste (ainda que incompleto?)
Que mistérios no seu interior?!... Repleto
Talvez apenas do olhar assustado

Do homenzinho de cinco anos!?... (Completo
Retrato do que já fui no passado!)
Mas deixaste teu conto inacabado
E o meninozinho a sumir discreto

No sombrio corredor onde parlendas
Povoassem cada cômodo de lendas
Vividas por longinquos ancentrais!

E o que mais aconteceu não é sabido
Porque te foste tão desenibido
O cachimbo eternal fumar da paz!!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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PERFUME DE CALÍOPE



fios de seda
tecem a vida
cujo olho
perscruta
as distâncias
e fragrâncias
que preenchem
o curto espaço
da existência
flores volatizam
deixando o ar
perfumado de poesia!

by Olímpio José de Araújo
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NO SILÊNCIO QUE ME TRAZ VOCÊ



Neste momento de mortal silêncio
Estou pensando em você.
Você é a razão da minha vida!

Não posso negar que outros lábios beijei
Que por diferentes caminhos trafeguei
Nem negar que foi somente a você
Que eu mais amei.

Não mais te amo!
Sim, não mais te amo
Como nos primeiros dias
Quando tudo me parecia
Uma doce ilusão!

Mas te amo!
Amo-te tão complexamente
Agora, porque de alma e coração...

Neste momento de mortal silêncio
Estou tão só
Tentando matar a saudade
Que aos poucos me mata...

Penso em teus lábios,
Nas tuas carícias,
Cerro os olhos
E deixo-me envolver
Por essa doce magia de amar.

Daqui a pouco a virá a noite
E então
Estarei em teus braços frágeis
E meu coração sorrirá feliz!

by Léo Frederico de Las Vegas
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NA LÁPIDE DE UM DESAFETO...


Vontade de escrever em tua lápide:
"Aqui jaz quem na vida me humilhou;
Quem na vida me o seu amor negou;
Quem me feriu o coração qual bruta áspide!

by Manoel da Silva botelho
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LUA NOVA: UM DOCE AFAGO PARA O CORAÇÃO

 
Caminhando pelo céu diurnamente
A lua nova bem próxima do sol
Vem mostrar seu sorriso resplendente
Na magia desse lânguido arrebol...

Seu fino halo prateado está no rol
Das mais raras belezas - simplesmente! -
E, se lhe junta a voz de um rouxinol
A poesia se faz iridescente

De terna paz enchendo a natureza.
Então, o poeta embebido de ternura
- Nos olhos uma névoa de beleza -

Sai cantarolando uma canção
Que lhe transborda a alma de doçura
Num doce afago para o coração!
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IRREVERSÍVEL MUDANÇA



Deixei de ser quem era
Para hoje ser quem sou...
Na alma dorme ainda a fera
Que meu cálice quebrou!

Já não exalo o frescor
Daquela antiga primavera
Deixei de ser quem era
Para hoje ser quem sou...

Cessa a lira (quem pudera!)
O último acorde que restou
Exacerbando a quimera
Que ao vento frio me içou:
Deixei de ser quem era!

by Manoel da Silva Botelho
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A SAUDADE EM PLENA FLORAÇÃO



Brincando com as palavras
Eis o que pude produzir
Um pé-de-saudade-morta
No jardim da Poesia a florir!

by Léo Frederico de Las Vegas
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AURORA DA VIDA




A juventude é a Aurora da Vida!...

Ser jovem é não sentir dor nem cansaço
É viver intensamente uma paixão;
É desejar viver entre beijos e abraços
Com a pessoa amada, guardando-a no coração.
Ser jovem é seguir os bem-aventurados passos
Daqueles que nos deixaram um bom legado,
É caminhar sublimemente pelo etéreo espaço
Em busca de prazeres nunca dantes imaginados!

A juventude é a Aurora da Vida!...

Quando se é jovem a vida parece bela
E os dias sempre são dias floridos;
Sim! No aurorescer da vida a primavera
Tem seus momentos multicoloridos!
A idade juvenil é uma estrela
Supernova que entra em explosão
E através de múltiplas centelhas
Espalha luz e vida pela etérea amplidão...

A juventude é a Aurora da Vida!...

É na idade primaveril que se conhece
O homem do futuro! O verdadeiro poeta!
Pois o jovem do presente rubusto cresce
E, na maturidade, tem sua vida completa.
Quando isto verdadeiramente acontece
Se vê que os ensinos aprendidos na juventude
São seguidos pelo homem que amadurece
Sendo-lhe um grande bem como dizem suas atitudes!

A juventude é a Aurora da Vida!...

Ser jovem é cantar uma maviosa melodia
Que engrandeça os encantos da Natureza!
Ser jovem é bendizer com alegria
A primavera e sua lírica beleza!
Ser jovem é sorrir noite e dia
Mesmo que seja o momento de gran dor;
Ser jovem é se embevecer com a harmonia
Das notas musicais de um pássaro cantor...
Ser jovem é ter sempre a companhia
De uma bela poesia que fale muito mais de amor!

by Léo Frederico de Las Vegas
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SENTIMENTOS



Todo ser humano tem sentimentos.
Sejam estes maus
Como o ódio, o rancor, a amargura
Ou sejam benévolos, sublimes,
Como a amizade, o afeto, o amor...

Os sentimentos
Têm sua importância
Conforme o uso que deles
O homem venha a fazer,

Pois se usares
Os teus sentimentos na prática do Bem
Receberás em troca, em retribuição
Tudo quanto tiveres feito:
Serás amadado e querido por muitos.

No entanto, se cultivares sentimentos malévolos
E se malevolamente os empregares
Odiando, guardando mágoas no coração,
Na certa, alguém te há de odiar
Com rancores
Pois o mal atrai o mal!...

Se te deixares vencer pelos maus sentimentos
A amargura será tua eterna companheira
Fazendo morada em teu coração
E o tédio, o desespero, o desengano
E a desventura jamais te abandonarão...

Não, amigo! Não incorras no erro
De guardar rancor em teu coração,
Pois o ódio mata,
O rancor é veneno letal...

Retira, pois, as mágoas de teu coração,
Para que vivas tranquilamente.

(Para seres amado
Terás que amar;
Para receberes carinho
Terás que entregar-te
Totalmente em carícias
E para receberes ternura
É teu dever espalhar afeto em cada coração!)

Amigo,
Não te deixes dominar
Pelos maus sentimentos:
Vence-os
E serás feliz em teu viver!

Não se julgue vencido
Se não forem correspondidos
Os sentimentos teus
Não se esqueça que você
É filho de Deus
E que Ele te olhará sempre
Com carinho e com ternura...
Não te deixes dominar pelo tédio,
Mas procura viver os mais felizes momentos
Que a vida te dá!

Nas horas de vil melancolia
Procura a alegria
No profundo de tua alma
E encontrarás um transbordar de carícias,
De emoções, de nostálgica poesia...

Ainda que a vida pareça sem sentido
Ainda que tenhas a impressão
De que todos te negam o elementar direito
De ser feliz
Lembra-te que muito além do imenso Azul
Alguém na arquibancada do Destino
Torce por você, pelo teu sucesso final!

Se, com o coração desanuviado pelo amor,
Puderes ser feliz,
E se de teus mais tristes momentos
Fizeres os mais risonhos,
Se de tua vida
Fizeres uma canção de amor
Que encante os passarinhos,
Embeveça os homens
E faça ninar as criancinhas,
Se, afinal, de teu viver
Fizeres a mais bela poesia jamais escrita
Então terás alcançado a sublimidade
Da perfeição
E compreendido o verdadeiro sentido do amor,
O mais lindo, o mais esplêndido,
O mais sublime de todos os sentimentos!...

by Olímpio José de Araújo
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VITÓRIA-RÉGIA



no banzeiro
sonolento das marés
meu coração
se liquefez em mágoas
e ao olhar o reflexo
de jaci no espelho d'água
não resisti e me tornei
inexoravelmente
esta impoluta
flor noturna!

by Olímpio José de Araújo
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EMBEVECIMENTO










Foi numa esplendorosa viagem
Que eu te conheci, minha querida!
Foste a razão maior da minha vida
E a minha alucinante miragem.

Beijava-me, lentamente, a aragem,
Quando perante mim, você, despida
E envolta na imaginária plumagem
Do meu grande amor, alma garrida,

A mim se entregava totalmente!...
E fizemos amor tão de repente
Sentindo o prazer delicioso

Das carícias, dos abraços, dos beijos
Que matando todos os meus desejos
Me fizeram sonhar um pleno gozo!...

by Léo Frederico de Las Vegas
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CÁLICE DE FOGO


O cálice do amor em minha mão
Derramo-o em teu corpo vulcão
E me embriago de teu néctar
Que me faz sentir poeta
Te enlouquecendo de paixão!

by Jayme Lorenzini García
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SONETO DA FANTÁSTICA DESCOBERTA





Ah, poeta!... Morres em ficar calado
Embora teimes em manter-te vivo
A sentir o fel no gogó entalado
Da agonia de teu verso compulsivo!

Ah, poeta!... É tortuoso o teu traçado!
E teu olhar surreal, contemplativo,
Não esconde o segredo mascarado
De fazer-te da infâmia um adesivo!

Manchas com a cal de tuas vastas lágrimas
O branco do papel que é teu sonho
A fabricar teu mísero milagre! Mas

Isso não é tudo. Erras travestido
Pelos palcos teu teatro vil, medonho...
E descobres que é bom não ter morrido!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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LUA DESMILINGUIDA


E a lua, vai, então, bem devagar,
Desmilinguindo-se - enevoada -
Prateando de ternura
Minha vida amargurada
E dura!


by Jayme Lorenzini García


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LABIRINTO & LABORATÓRIO



ao Zack
Dormes sozinho nas noites sem lua
E dedicas teu "Monólogo" à vida
"Por Trás das Portas", vês sendo rompida
A inocência esvair-se pela rua!

(Chegando à "Última Estação" florida,
O "Poema Amargo" um gosto azul tressua;
E "O Navegante" leva na charrua
A moça de olhos secos falecida!

Não há sonhos do "Caos" no exórdio
E a flor de "Agosto" - flor-de-castidade -
Brota exangue sua doce perspicácia!)

No "Rio das Dores" descobres teu encórdio,
Te deixas ocultar na "Identidade"
Mas te revelas no "Livro de Acácia"!

Yara Cínthya Marcondes da Silveira
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NOTURNO MELGACENSE




Há uma poesia que nenhuma rima escreve.
No entanto, eu sinto-a, cá fora,
Impregnada nas coisas, no ar,
Nas poças d´água, no vento frio
Que se esbate em meu rosto
Na conversa das meninas
Que comentam no banco da Praça da Matriz
A mais recente
Atualização de status
No Facebook!
É uma poesia que se não pode
Apreender na rigidez métrica de um soneto
Na graciosidade de um haicai
Ou mesmo na exuberância
De um canto real
Ela cabe num martelo agalopado
E mesmo num rubai
Mas esquiva-se, faceira,
E sai saltitando nessa canção
Livre, em livres versos!

by Olímpio José de Araújo
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AO POVO A DECISÃO!



Darão ibope ao Boto Tucuxi
Os Sombras que pelas sombras estão!?...
Por que há tanta baixaria aqui e ali
Nesse período singular de eleição?

Quem vota é o povo! É o cidadão
De bem que escolhe o seu líder! Daí
Que o voto é arma, poder de decisão...
...E não boatos que se espalham por aí!

Quem hoje é um poço de honestidade
Há de amanhã se lambuzar na lama
Das falcatruas e conchavos mórbidos...

Deixem ao povo, pois, a liberdade
De votar em quem quiser sem drama...
Então nos poupem dos detalhes sórdidos!

by Jayme Lorenzini Garcia
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ALÉM DO VÉU DA VIDA



Não cabe no soneto essa amargura
Não cabe no rondel essa tristeza
Talvez coubesse um pouco de ternura
Talvez coubesse um ramo de beleza!

Não cabe na balada a pedra dura
Não cabe no gazal essa aspereza
Talvez coubesse um pouco de brandura
Talvez coubesse um galho de fraqueza!

Olhar o horizonte e inundar-se
Dos mistérios ocultos no abismo
Da alma conturbada a charfurdar-se!

Esquecer esse inverso narcisismo
Liberdade do poema na catarse
Eis o que sonho... e quero... e cismo!...

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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O CHÁ DA ZERO HORA



Envolto em cogumelos te encontrei
Cabisbaixo a olhar só de soslaio
A vida putrefata num balaio
De gatos - vida gasta que sonhei!

De tua alma conturbada de lacaio
Somente a superfície penetrei
Envolto em cogumelos te encontrei
Cabisbaixo a olhar só de soslaio!

Daquilo em que eu também me tornei
Vi no fim do labirinto o ensaio...
E quebrando velhos códigos fiquei
A ver navios num triste fim de maio
Envolto em cogumelos te encontrei!

by Manoel da Silva Botelho
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BANDEIRA BRANCA



E dando o trâmite por findo
(Apenas pra lembrar Vinícius)
Hei de sofrer os vis suplícios
Da morte lenta que vem vindo!

Já sinto a veia diluindo
O sangue amargo dos maurícios
Que ignoram os armistícios...
... Há um letreiro: "Seja bem-Vindo

À primavera má de Praga!"
Aceito que venha a adaga,
Declino, pois, amargurado,

A recitar um verso fétido:
Sou parasita, poeta pérfido
Que desistiu, morreu calado!

by Manoel da Silva Botelho
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UM MÁGICO LUAR

 
Luar de julho
Me enteneces a alma!

(Não há nada mais gostoso
Que as mágicas carícias do luar!...)

Ó lua benfazeja
Enterneces-me a alma
E inundas meu coração
Do teu triste afeto;
Tua pálida e adocicada luz
Vem fazer companhia
À minha sombra solitária
E minha solidão
Esvai-se em ternura
Nesse mágico encontro!

Vem, ó senhora da noite,
E põe em meus lábios
A palavra-mistério
Que fará a minha Bem-Amada
Inebriar-se de paixão!

by Léo Frederico de Las Vegas
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Pela fresta de um rio
Fui olhar a natureza
N'alma aquele calafrio
De um orgasmo de beleza!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.
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E SE NA VIDA NÃO HOUVESSE AMOR?


E se na vida não houvesse amor
E tudo fosse pálida neblina?
Não haveria poesia, nem cantor
E nem espaço para a cavatina!

Seria insuportável a rotina
Das coisas em morfético langor...
E se na vida não houvesse amor
E tudo fosse pálida neblina?

E se as rosas não tivessem cianina
E se fosse desbotado seu rubor?...
Como seria olhar para a retina
Da Namorada e não ver-lhe o verdor?...
E se na vida não houvesse amor?...

by Jayme Lorenzini García
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


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