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TWILIGHT: O AMOR EM QUATRO SONETOS



CREPÚSCULO

Teu sorriso de quem vai pra guilhotina
Esvanecera as promessas de amor
Que ouvi de tua boca inda menina
Entreaberta ao beijo como a flor!

Teu semblante descaído, tua dor
Tatuada em teus olhos, a neblina
Que envolvera tua face num torpor
E a solidão, essa temida assassina

Dos mais singelos sonhos infantis...
Sim, tudo era parte de um quadro gris
Onde o artista pintara seu opúsculo

De uma tristeza ímpar, grandiloquente!
E tudo o mais se esvaiu sob o poente
De um sonho vão. E só restou CREPÚSCULO!



LUA NOVA

Mas eis que de repente, um crescente
Vespertino surge dentre a bruma
Alimentando o sonho inocente
Que está da esperança sob a pluma!

E o coração acreditou, em suma,
Ser possível cultivar o ardente
E vão desejo de viver alguma
Doce aventura amávica e fremente!

E por instantes esqueci a cena
De tristeza que inda há pouco vira
Nos teus olhos murchos de açucena

Me deixando ficar ao pé da cova.
E esqueci que isso podia ser mentira...
E o sonho renasceu na LUA NOVA!



ECLIPSE

No entanto, o sonhar se esvaneceu
Quando súbito a solidão, que obumbra
O meu olhar do teu, enfim, se ergueu
No vale, imerso em nítida penumbra.

Estatelando-se por sobre a alfombra
Do vau, a Noite, precoce, apareceu,
E agigantou-se qual maleva sombra
No triste coração que se perdeu

Em devaneios carentes de ternura -
Lembranças de um amor que inda perdura
Mesmo nas raias de um apocalipse!...

Então a Noite feral, fantasmagórica
Mergulhou (que fantasia alegórica!)
O Amante e a sua Amada num ECLIPSE!



AMANHECER

Mas... amor verdadeiro nunca morre!
- Diz a legenda - e a bem da verdade
Quando se ama com sinceridade
Pouco importa se no Inferno ou na Torre

Está a Bem-Amada! Sem falsidade
O insano coração (mesmo que porre)
Repleto de paixão mil riscos corre -
Vai lá e salva-a da adversidade!

E apesar de todo esse percalço
O amor verdadeiro - não o falso -
Firme, resiste sem nada temer!...

Assim é nosso amor, minha querida!
Vence o Tempo, vence a Morte, e a Vida:
E se renova a cada AMANHECER!

by Pedro Paulo Barreto de Lima

Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


Visitas de Calíope e Érato

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