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POETA VIVO



Denunciar injustiças
Nas asas da lucidez
Deve ser a nossa liça
Em estado de viuvez
Ergamos de uma vez
Por aí aos quatro cantos
Nossa voz (ou nosso pranto)
Mas não fiquemos calados
Pois só assim a morte é certa
Quanto a mim - que sou poeta -
Meu dever, inda que Torto,
É ser a voz dos oprimidos
E mesmo que reprimido
Denunciar: não estou morto!

by Jayme Lorenzini García
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É PRECISO QUE SE VIVA PRA LUTAR



Olhar pela fresta é covardia
É fugir, pois, do 'front' de batalha
É vestir manto gélido, mortalha
De quem perdeu da vida a alegria.

Não fazer o que antes se fazia
Por puro comodismo - voz de gralha -
É entregar o pescoço à navalha
É sepultar da beleza a poesia!

Preciso é conservar os longos gestos
Que se erguem em forma de protestos
Não morrer sem antes reverberar

A falta de amor... carinho terno...
E inda que não haja céu ou mesmo inferno
É preciso estar vivo pra lutar!

by Jayme Lorenzini García
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DESISTIR?! JAMAIS!...



Há que se lutar pela vida
Inda que a morte seja certa;
Não hei de deixar deserta
A casa que me deu guarida.

Embora grande a oferta
(Morre-se em paz tão esquecida!...)
Há que se lutar pela vida
Inda que a morte seja certa!

Mesmo que a Empedernida
Deixe a (al)cova entreaberta
Farei minha rima bem polida
Tendo a verdade por alerta:
Há que se lutar pela vida!

by Jayme Lorenzini García
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MEUS PESADELOS E O QUARTO CRESCENTE



Meus pesadelos sombrios
Crescem junto com a lua
Causando-me arrepios
N'alma, que nos ares flutua!

Uma tristeza se insinua
A fugir dos calafrios
Meus pesadelos sombrios
Crescem junto com a lua

Em soluços tão tardios
Que minha lira tressua
Abordo de velhos navios
Que fazem dos rios sua rua
 - Meus pesadelos sombrios!

by Manoel da Silva Botelho



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MIL E UM MOTIVOS PARA VIVER



Mas, é preciso não morrer
E alçar pelo universo nossa voz;
Do poeta e profeta é dever
Voar além, nas asas do albatroz!

Está em nosso verso, e em nós,
Salvar o mundo que se vai perder...
Mas é preciso não morrer
E alçar pelo universo nossa voz!

Se tudo é fétido e está a perecer
A conivência é perigo atroz.
Nosso verbo tem que se oferecer
A enfrentar da vida o algoz...
Mas, é preciso não morrer!

by Jayme Lorenzini García
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NÃO VALE A PENA



Você não dá nada
Pela luz da lua
Você não dá nada
Por essa paixão
Você não dá nada
Pela eterna dor
Que aflige meu peito

Você nem pergunta
Porque estou na rua
Já fora de hora
Em total solidão
No bar esvaindo
Esse grande amor
Que eu julgava perfeito

Você não dá nada
E eu a sofrer
Essa dor ingrata
Que é te perder
Mas não tem problema
Vou sair da lama
Pois não vale a pena
Amar quem não ama!

Você nem pergunta
Porque estou na rua
Já fora de hora
Em total solidão
No bar esvaindo
Esse grande amor
Que eu julgava perfeito

Você não dá nada
E eu a sofrer
Essa dor ingrata
Que é te perder
Mas não tem problema
Vou sair da lama
Pois não vale a pena
Amar quem não ama!

by Manoel da Silva Botelho
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MISSÃO CUMPRIDA



Margareth viveu nesta terra
E não há muito se foi.
Sua prece ao lado do berço,
Seu rosto meigo e sereno,
Seu sorriso a transmitir ternura,
Seus olhos a distribuir amor:
Sublime condição de mãe!

Margareth, tantas vezes
Gemeu sob a dor do parto...
Levando numa noite fria
O carinho ao infante que o pedia!

Tantas vezes Margareth
Transmitiu o calor humano
Dizendo ao filho: "Eu te amo!"

- O bebê quer mamar?!
- Mama, bebê! Mama até fartar!!!

E uma lágrima de felicidade beija
O rosto angelical de quem viveu
Para transmitir meiguice e doce afeto.

- Trazei-ma para junto de mim.
- Tra-la-emos, SENHOR!

E um outro anjo luzente
Toma Margareth nos braços
E a leva aos braços de Deus.

Que doce sinfonia inunda os Céus
Para receber aquela
Que, enquanto palmilhou este chão,
Cumpriu a sua árdua, mas nobre missão
E foi uma autêntica Mãe!

by Léo Frederico de Las Vegas

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ACRÓSTICO PARA KÍVIA NO DIA DE SEU ANIVERSÁRIO



Krict... E de repente surge um novo dia
Ensolarado, benfazejo, cristalino...
Rouxinóis a entoar com alegria
O mais puro, harmonioso e belo hino
Lembrando a todos desta data singular
Lírica e doce em que vieste iluminar
Eternamente, com teu sorriso multicor,
Nossas vidas... nossos sonhos... nosso amor!...

Kkkkkkk... aushaush!... rsrsrs! No Facebook
Inventamos formas autênticas de expressar
Verbalmente, visualmente (look in look)
Imensamente nosso júblilo em festejar
A tua doce primavera, e lívia, Kívia!

Benfazejos celebramos esta data
A demonstrar-te carinho e ternura
Recitando poemas em serenata
Relembrando teu charme de nascitura!
O que há de bom  na vida desejamos
Sempre te acompanhe por longos anos!

Desejamos sempre te faça a natureza
Essa rainha com sorriso de princesa!

Seja você, Kívia querida, sorridente,
O dia é seu! Viva-o, pois, amiúde...
Um dia disto hás de lembrar e dizer vagamente
Zéfiro levou-me a mocidade, mas fui feliz como pude... 
A vida é mesmo assim! Viva-a com atitude!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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MELGAÇO... MELGACENSE... MELGACINO!...



Hoje te vás da terrena convivência...
(Quem dera fosse isto um mau sonho!)
Mas deixas como exemplo a sapiência
De homem honesto e honrado, Antonio!

Chora a terra onde nasceste, enlutada,
Lágrimas de um brilho triste e franzino,
Pois deixas órfã a tua terra amada
Melgacense até no nome, Melgacino!

Como olvidar que foste um dos grandes?
(Ignorar-te os méritos ninguém ousa!…)
Mas a evitar que tu um dia brandes
A reclamar, homenageamos-te, de Souza!

E a nossa alma sente a dor aguda
De saber-te um morador da fria lousa
Saudades serenizadas na canção muda
Ó Antonio Melgacino de Souza!

Sim, a saudade que temos é tão fremente
Que dir-se-ia não se conter no coração…
E há de seguir-nos, vida a fora, a tua ausente
Presença de avô, pai, tio, esposo... e irmão!
Melgaço, 21 de junho de 2012.

by Léo Frederico de Las Vegas
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UM SONETILHO À DE MAIOR

Foto do perfil
À Mayara Silva
De maior é uma idade
De total independência
Onde se tem liberdade
E se ganha resiliência

Pra enfrentar com imponência
Da vida a sublimidade
Exercitar a competência
Ser exemplo de hombridade!

De maior é o que és
E neste dia benfazejo
Trago flores aos teus pés!

A sorrir o mundo adejo
Deste verso através
Sê feliz é o que desejo!

by Léo Frederico de Las Vegas
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HAYKAI N° 28

SÉRIE: ESTAÇÕES

Páira sobre o poeta
A dúvida equatorial:
Inverno? Verão?

by Jayme Lorenzini García

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NOS SEIOS DA LUA NOVA



Receosamente te distrais
Rasgando versos inclusos
E passeias pela cidade oculta
Tua hipocrisia, tua máscara
De poeta decadentista!
Lavas as mãos
Antes do cantar do galo
E repousas, bêbado,
Nos seios da Lua Nova!
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CORCEL DOS SONHOS



a poesia
 é um corcel
  a         o
      l    d
        a
que me leva
   e n t r e   
                       n       h
                    o    t   n  a
                m         a        s
e
       a
      b
        i
         s
          m
           o
             s
para o mundo
surreal dos sonhos
que perdi
desam-
    parados
  na
        i  n  -
f  â  n  c  i  a ! ! !

by Olímpio José de Araújo
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AUSÊNCIAS NACARADAS



Queria tocar teu coração
- Essa terra de ausências -
E ser o perfume nacarado
Que te deixa inebriado
E que gentilmente exala
De tuas mãos em flor!

by Yara Cínthya Marcondes da Silveira
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RIOS À ESMO



Mais uma sílaba do mesmo verso
Mais um gemido do mesmo orgasmo
Mais um pecado do mesmo inconfesso
Mais um delírio, mais um louco espasmo!

Mais uma prece do mesmo converso
Mais um sorriso do mesmo sarcasmo
Mais um fracasso do mesmo insucesso
Mais um boêmio, mais um pleonasmo!

E a vida então se molda pelo esteta
Que se molda à sua obra que se molda
À vida itinerante de um profeta.

Eu sou barco ao léu nos rios à esmo
Árvore verde esperando a poda
Eu sou quem era sem ser mais do mesmo!

by Manoel da Silva Botelho
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TRÊS MULHERES



A primeira me encantou
Com o olhar surrealista:
Trouxe o jambo de sua pele
Seu gingado de sambista.
Veio com malemolência
Que fisgado eu fiquei
Roubou minha inocência
Me chamava de "meu rei!"

Me encontrou desajeitado
Que o meu coração por fim
Dei-lhe tão maravilhado
E, apaixonado, eu disse "sim".

A segunda me encantou
Com um piercing no umbigo
Trouxe rosas em seu corpo
Trouxe abismos e perigo
Veio com tal veemência
Nela eu tinha um harém
Roubou minha adolescência
Me chamava de "meu bem!"

Me encontrou desajeitado
Que o meu coração por fim
Dei-lhe tão resignado
E, apaixonado, eu disse "sim".

A terceira me encantou
Com seu look de casada
Ela já era casada
Mesmo assim me enfeitiçou
Não sei seu nome direito
Mas suas fúrias me consomem
Me realizou perfeito
Me chamava de seu homem.

Foi chegando de mansinho
E outra vez em disse "sim"
Mas se foi feito esfuminho
E me deixou tão triste assim!

by Olímpio José de Araújo
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REPONTA




o encontro das águas
trouxe a verve pura
das sílabas escamosas
da mãe d'água
que sorri
ao quiririm
soturno
dos cafundós
do brejo!

by Olímpio José de Araújo
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PÁSSAROS DO DESESPERO



Os pássaros da desesperança
Fizeram seu ninho nos beirais de minha solidão.

Sempre que ouvem o silêncio do meu desespero
Vêm e cantam os vinte poemas de amor
E uma canção desesperada
Que Calíope, num dia de doçura e paixão
Fez sair da lira ímpar de Neruda!

Os pássaros da desesperança
Estão cientes da minha dor
Por isso declamam Vinícius
E decifram Clarice Lispector
Para os meus ouvidos moucos
Da ausência de tua pele lunar!

E sigo triste meu caminho de poeta amargo
E canto à ternura das estrelas
Na esperança de te reencontrar!

by Léo Frederico de Las Vegas
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TWILIGHT: O AMOR EM QUATRO SONETOS



CREPÚSCULO

Teu sorriso de quem vai pra guilhotina
Esvanecera as promessas de amor
Que ouvi de tua boca inda menina
Entreaberta ao beijo como a flor!

Teu semblante descaído, tua dor
Tatuada em teus olhos, a neblina
Que envolvera tua face num torpor
E a solidão, essa temida assassina

Dos mais singelos sonhos infantis...
Sim, tudo era parte de um quadro gris
Onde o artista pintara seu opúsculo

De uma tristeza ímpar, grandiloquente!
E tudo o mais se esvaiu sob o poente
De um sonho vão. E só restou CREPÚSCULO!



LUA NOVA

Mas eis que de repente, um crescente
Vespertino surge dentre a bruma
Alimentando o sonho inocente
Que está da esperança sob a pluma!

E o coração acreditou, em suma,
Ser possível cultivar o ardente
E vão desejo de viver alguma
Doce aventura amávica e fremente!

E por instantes esqueci a cena
De tristeza que inda há pouco vira
Nos teus olhos murchos de açucena

Me deixando ficar ao pé da cova.
E esqueci que isso podia ser mentira...
E o sonho renasceu na LUA NOVA!



ECLIPSE

No entanto, o sonhar se esvaneceu
Quando súbito a solidão, que obumbra
O meu olhar do teu, enfim, se ergueu
No vale, imerso em nítida penumbra.

Estatelando-se por sobre a alfombra
Do vau, a Noite, precoce, apareceu,
E agigantou-se qual maleva sombra
No triste coração que se perdeu

Em devaneios carentes de ternura -
Lembranças de um amor que inda perdura
Mesmo nas raias de um apocalipse!...

Então a Noite feral, fantasmagórica
Mergulhou (que fantasia alegórica!)
O Amante e a sua Amada num ECLIPSE!



AMANHECER

Mas... amor verdadeiro nunca morre!
- Diz a legenda - e a bem da verdade
Quando se ama com sinceridade
Pouco importa se no Inferno ou na Torre

Está a Bem-Amada! Sem falsidade
O insano coração (mesmo que porre)
Repleto de paixão mil riscos corre -
Vai lá e salva-a da adversidade!

E apesar de todo esse percalço
O amor verdadeiro - não o falso -
Firme, resiste sem nada temer!...

Assim é nosso amor, minha querida!
Vence o Tempo, vence a Morte, e a Vida:
E se renova a cada AMANHECER!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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O QUARTO MINGUANTE E UM ETERNO AMOR



O Quarto Minguante
Espreita, soberbo,
Por entre os galhos centenários
As juras de amor eterno
Que faz Romeu a Julieta!

E o horizonte chora ao longe
A sorte aziaga dos amantes
Pedindo ao dia no cantar da cotovia
Que jamais amanheça!...

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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VIDA SEVERINA

 

Dinheiro parco
Vida porca
Fétido charco
Que me encharca
E me consome
Débil fumaça
Morto de fome
Que vida-traça!

Dinheiro porco
Vida parca
Charco de lodo
Grande desgraça
Então me consumo
E o mais se esfumaça
Breve resumo
Da vida-traça!

Destino porco
Vivo morto!

by Léo Frederico de Las Vegas
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ZERO À ESQUERDA



Daqui a pouco a vida já se foi
E que proveito tive ou que parte
Me coube nesse brejo?... Sapo-boi,
O meu coaxo foi pilhéria ou foi arte?

Fui Papillon?... Bonifácio?... Bonaparte?!...
Zé Ninguém - alguém dirá - é o que ele foi.
E aos meus botões a retrucar destarte
Direi: fui tão-só um rastro da m'boi

Que enlaçou minha alma num cortiço...
A vida se esvaiu entre meus dedos
E não fui mais que uma grande farsa.

Onde estão meus sonhos e meus medos?...
Minha prosa?... Minha poesia esparsa?...
Não se aproveita de mim nem mesmo isso?!

by Manoel da Silva Botelho
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HISTÓRIA DE UM GRANDE AMOR




Como o bálsamo que cicatriza a ferida
De repente entraste em minha vida.
Acabara de sofrer uma desilusão;
Dilacelarado em mil pedaços estava meu coração...
Foi quando então cruzaste o meu caminho.
Que bom! Percebeste que eu estava tão sozinho
E tão carente de amor e de carinho
Que me deixaste realizar o sonho meu
Que era ver meus lábios colados aos teus
Num louco amor à Julieta & Romeu!

Envolvevo-nos num caloroso abraço
E, num momento de ilusão, foste minha!
Senti que fora o Soberano de um esplêndido Paço
E você a mulher da minha vida, a Rainha!
Meus coração pelas desilusões dilacerado
Deixou-se inundar por teu amor
E fui feliz por amar-te com ardor!

No dia seguinte, à noite, nos encontramos
E no cais da cidade a namorar ficamos...
Como estavas linda, ó Musa querida!...
... Após muitos encontros pelo dia-a-dia,
Resolvemos, para nossa alegria,
Que íriamos nos casar compartilhando cada instante da vida...
Mas... Tudo foi somente um sonho... E voou o tempo que as desilusões descarta,
Porém, não voou aquele amor que foi nosso simplesmente,
E cujas lembranças foram eternizadas em nossa mente
Mais do que nas folhas de uma amarelecida carta,
Marta!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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RÉQUIEM A RICARDO MENDES

 

Repetidamente, repentinamente se vão
Irmãos que amamos nesta vida.
Corações dilacerados ficarão
A sofrer a íngreme, a lúgubre ferida.
Risos calados, abafados pela dor...
Dor imensa, e trágica, e solerte:
O riso, ontem; hoje, a mudez inerte!

Muitos belos sonhos a realizar
Estancados pela soturna Dama de Negro
Noctívaga e avara a buscar
Dentre os homens o mais são, o menos egro!...
Estamos hoje a chorar com emoção,
Saudades empedernidas no coração!

Blindado, não há quem seja contra o breque,
O funesto breque da última consorte...
Relutamos, porém, fazer-lhe o salamaleque
Guiados por um desejo maior: vencer a Morte!
Entretanto, cá estamos, o olhar entristecido,
Sofrendo a perda de nosso ente querido...

Deus há de dar ânimo à família enlutada
Esmaecida pela dor, pela saudade transpassada!

Compenetrados viemos, pois, prestar-te
A última homenagem em versos luniformes...
Resignados, inconformados contemplar-te
Vestido inda de vida! (Apenas dormes!)
Ah!... Quanto a nós, derramaremos lágrimas
Lamentando tua ausência, mas sem lástimas...
Hoje e sempre oferecemos-te nosso triste orvalho
Oh, Ricardo Mendes Borges de Carvalho!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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SONETO DE ABANDONO



Há que acostumar-se com a ausência
Com o silêncio dos passos na escada...
Há que colher-se à doce rosa amada
Da beleza transitória a essência!

E lembrar no sorriso a elegância
Do clarão fulgente de um luar de prata
E ouvir da noite a voz em serenata
Salpicar no colo triste a fragrância!

O destino é esse: i-ne-vi-ta-vel-men-te
Mais dias, menos dias, há de o Mistério
Surgir assim na estrada abruptamente...

Seguir-se-á então o féretro funéreo
E as roseiras hão de invejar inutilmente
As margaridas a florir no cemitério!

by Manoel da Silva Botelho
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O POETA E O POENTE










Que ventura gozar dessa ventura
De ver a natureza entardecer
E ver a noite se esgueirar, descer
Pelo mural do tempo na pintura

Do poeta! Que bom ver a natura
Calmamente em doce paz esmaecer
E o dia, enfim, o seu lugar ceder
À uma noite estrelada de ternura!

Não há alma que, em êxtase dolente,
Não ceda à beleza desse instante
Erguendo aos céus a sua prece ardente!

Tal, o poeta, de forma comovente,
Extático, exclama, altissonante:
- Como é belo e mágico o poente!

by Olímpio José de Araújo
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HAYKAI Nº 27



Suave crepúsculo:
O Sol entrega a noite
Para a Lua Cheia!

by Jayme Lorenzini García
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LEMBRANÇAS DE UM ANTIGO AMOR



Nos desvãos das lembranças mais antigas
Me encontro com teu gesto de menina
Bonecas, desmontando-as - sem brigas -
O olhar perdido em meio à neblina...

Ah, o brilho de teus olhos turmalina,
Que me fazia entoar-te mil cantigas!
Nos desvãos das lembranças mais antigas
Me encontro com teu gesto de menina!

Ah, quem me dera fossem de urtigas
As marcas que na alma messalina
Trago! Cicatrizes com as quais castigas
Meu incerto amor, à tua mercê, Celina,
Nos desvãos das lembranças mais antigas!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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CORAÇÃO XONADO



Queria dizer que eu te amo
Que você é tudo pra mim;
O teu corpo envolver num abraço
E contigo viver uma paixão sem fim!

Do céu és a estrela mais bonita
Por você morro de amores
As estrelas, a lua, o Infinito,
É o nosso amor explodindo em cores!

by Léo Frederico de Las Vegas
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INEFÁVEL DESEJO

Mote:
Abraça-me com teu olhar, primeiro,
E beija-me com a alma e o coração.
Edith Maria Lobato

Abraça-me com teu olhar, primeiro,
E beija-me com a alma e o coração.
Pois não há sentimento verdadeiro
Que não se curve a essa constatação:
É bom que o ser vibre de emoção,
Envolvido em carícias por inteiro.
Abraça-me com teu olhar, primeiro,
E beija-me com a alma e o coração.
E depois... de janeiro a janeiro,
Dá-me, de teu amor, a floração
Pois quero impregnar-me de teu cheiro...
Mas, sobretudo, essa satisfação:
Abraça-me com teu olhar, primeiro!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


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