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GRITOS DA SELVA



Nós, guerreiros da selva,
Filhos de Guaracy
Erguemos nossas vozes
E fazemos saber que

Quando a mãe natureza era nosso lar
Quando a noite estrelada nos velava o sono
Quando a lua - lampião pairando no alto -
Iluminava as nossas tabas
Quando éramos todos
Bravos guerreiros, mas irmanados
Quando nossas nações eram todas soberanas
Quando nosso viver era um poema de paz...

Então os homens brancos chegaram!...

Eles deveriam ter ficado contentes
Por encontrar nos mares do Sul
Gente como eles - heróis em seus feitos!

Contudo, seu contentamento foi diferente
E nos soou aos ouvidos como silvos de morte.

Assim que o primeiro barco caravela chegou ao Brasil
E o branco contaminou com seus pés nosso solo selvagem
Começou o nosso sofrimento.

Com fome sanguinária e aurífera
Pregando a vida que provém da Cruz,
Mas trazendo a morte em seu seio
O homem branco através de terríveis massacres
Procurou destruir nossos costumes
Impondo-nos modos de vida que não queríamos
Nem podíamos assimilar.

Fomos classificados como seres irracionais,
Embora tivéssemos cultura própria...
Fomos transformados em escravos
Nós, que dantes éramos os bravos Filhos do Sol!

Tentaram, mas não nos eliminaram de todo!
Somos poucos, é verdade,
Mas estamos cônscios de que somos
A cultura prima da terra e céu
Por mais que tentem nos ignorar
Sobreviveremos
Pois, acima de tudo,
Somos filhos de Deus!

by Léo Frederico de Las Vegas

Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


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