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INDRISO ATEMPORAL



Ah, se os relógios parados na parede
Tivessem a graça e o poder de dar stop
Na engrenagem enferrujada do tempo!

Que doce ilusão seria imaginar-se
Que a vida é sempre um salão de festas
Onde se dança a eterna valsa dos amantes!

Mas, essa dor nas costas, esse olhar cansado

Lembram-me Cazuza: "Não, o tempo não pára!"

by Jayme Lorenzini García
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HAYKAI N° 48

SÉRIE: ESTAÇÕES

E, apesar das dúvidas,
Alternam-se, contentes,
As Estações!

by Jayme Lorenzini García
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AUSÊNCIA


Ansioso espero por ti
A cada minuto, a cada hora.
Aguardando a graça de teu sorriso
Amável, sorriso meigo, sincero.
Amanhã, talvez ainda não cesse
A busca por teus passos lépidos:
Ausência que outra vez hei de carpir!

by Zennon Rodrigues Tavares
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PUNHAL


A dor aguda de tua ausência
Bloqueia o sentimento,
Entorpecendo-o, de tal forma,
Que parece estarmos
Conformados com tua partida.
Entretanto, a noite, apenas
A noite é quem sabe de nosso
Sofrer intenso,
Pois é quem sempre
Tem estendido as mãos convexas
Para colher as pérolas
Que se nos escorrem pelos olhos!
A madrugada soluça e cicia
Às estrelas solitárias
O teu bendito nome
Sempre ligado à boa
Literatura!
E o dia nos surpreende
Olhando o horizonte
Além do infinito vazio!
Há três anos, Docival,
Partiste.
Há três anos essa dor
Em nós persiste!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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LUA CHEIA DE SAUDADE...




Da janela de meu quarto
Vejo a lua, esplêndida, no céu,
Tão formosa quanto a lembrança
Que tenho de ti...

Fecho os olhos
E sinto-te bem pertinho de mim
Que dir-se-ia teres um resplendor
Maior que o da lua cheia
Que me habita!

Sim! Estás aqui comigo!...
Tu és minha doce companhia
Não obstante a ingrata distância...

Da janela de meu quarto
Vejo-te em minha lembrança...

by Jayme Lorenzini García
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ALDRAVIA N° 5


verso
autêntico
desabrocha
genuína
margarida
asfáltica

by Zennon Rodrigues Tavares
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ONDE ANDARÁ MINHA NOITE FELIZ?


Paráfrase de Arnando Pimentel

Na minha pobre sala não há lareira.
Na janela o sapato amanheceu
Tal qual dormiu - cheio apenas de poeira -
Papel Noel de mim se esqueceu.

E a tristeza do mundo em mim cresceu
Tal qual as águas de uma cachoeira.
Desiludido o meu sonhar  morreu
No vaso onde jazia uma roseira!

Por chaminés de vil desesperança
Não desce o bom velhinho nem a pau.
O desamparo me diz não sou criança

Minha inocência, roubou-a um gênio mau…
O tédio me acompanha, é minha herança,
Nessa noite, sem sinos, de Natal!

by Manoel da Silva Botelho
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PÁSSARO PRESO NÃO CANTA, LAMENTA...


Pássaro preso não canta, lamenta.
Por isso essa dor no meu peito triste
Que me acabrunha, que me atormenta,
Pois nesta prisão não há nem alpiste.

No entanto a alma mostra que'inda existe
Uma sutil poesia que me brota sedenta...
Pássaro preso não canta, lamenta.
Por isso essa dor no meu peito triste.

E, na amarga prisão, meu pássaro tenta
Transformar sua tristeza em chiste...
Mas só multiplica sua desdita tormenta
Que se queda à verdade, o peito em riste:
Pássaro preso não canta, lamenta.

by Léo Frederico de Las Vegas
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HAYKAI Nº 47



Solstício de verão:
A mulher entrega-se
Cheia de volúpia!

by Jayme Lorenzini García
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HAYKAI N° 46

SÉRIE: ESTAÇÕES

Há incerta bruma
No ápice do zênite:
Verão? Inverno?

by Jayme Lorenzini García
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HAYKAI Nº 45



Primavera em transe -
A lua, espia, crescente,
Nos olhos do gato!

by Jayme Lorenzini García
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POR TEU AMOR



Por teu amor me fiz poeta,
Eu, que já fui anacoreta;
E, inebriado por tua beleza,
Mudei a minha natureza
Mas busquei sempre minha meta:

Dizer de forma bem direta
Dessa paixão que era secreta
E dar adeus à vil tristeza,
         Por teu amor!

E, se minha rima é discreta,
O verso busca qual trombeta
Expandir-se em tal grandeza
E lutar contra a correnteza,
Para enredar-te em minha seta,
        Por teu amor!

by Zennon Rodrigues Tavares
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O ESPETÁCULO



Não sou eu quem vai cumprir o seu oráculo.
Vivo a vida, dia após dia, sem obstáculo.
- Fantoches, marionetes, mamulengos?...
Nem uns, nem outros: eu sou o espetáculo!

by Zennon Rodrigues Tavares
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O DESEJO DO POETA (SEXTINA)











A inspiração não me acode nesta hora
Que penso na morena dos meus sonhos
Para fazer-lhe em versos imponentes
O mais belo poema de ternura
Ouriçando a combustão no aconchego
Da louca sarça ardente de seu corpo!

Em louca febre ardente o seu corpo
Dá sinais de que precisa desta hora,
Do meu abraço forte e do aconchego
Que embala a luxúria dos seus sonhos
Imersos em desejos  e ternura
De delírios febris e imponentes!

Desejo seus sussurros imponentes,
Desejo ardentemente o seu corpo
Para abrandar do fogo a ternura
Que queima o meu peito bem na hora
Em que m'entrego tonto aos meus sonhos
De com ela viver nesse aconchego!

Ah! seu carinho sincero, o aconchego
De seus braços de abraços imponentes
Que me faz delirar em rudes sonhos
De descansar no oásis de seu corpo
Esquecido da vida, atento à hora
De oferta-lhe meu amor, minha ternura!

É indizível sentir essa ternura
Pela morena a quem dou aconchego,
Com quem eu sonho nessa triste hora
E a quem louvo em rimas imponentes;
É bom sonhar co' a febre de seu corpo
Em doces, e febris, e longos sonhos!

E se a inspiração não faltam os sonhos,
Nem o enleio inebriante da ternura
Que busca da Amada o ardente corpo
Exaurindo-se em paixão e aconchego
Na chama de amor & sexo, imponentes
Amantes que se amam a qualquer hora!

Quero-a nesta hora, mesmo que em sonhos
Belos e imponentes, cheios de ternura
Pra sentir o aconchego de seu corpo!

by Zennon Rodrigues Tavares
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GAZAL DO AMOR QUE NÃO SE ESQUECE


Um amor mal-resolvido
Está fadado ao olvido?

Quem, de amor, ficou doente
É favor me dar ouvido

E dizer se dói à beça
O não ser correspondido

Pela Amada de seus sonhos
Por quem se perde o sentido?

Se dói, pela predileta,
Ser simplesmente esquecido,

Deixado em segundo plano
Tristonho, desiludido?...

Eu bem sei que a dura flecha
Empunhada por Cupido

Tem feito muito das suas
A quem a tem merecido...

No desconcerto do mundo,
Num carinho enternecido,

Sempre há do amor a presença
Em todo o acontecido.

Quer seja pleno ou sonhado,
Imaginado ou vivido,

Seja feliz ou então sofra
Quem o sinta fenecido

Ainda assim sendo amor
Está tudo esclarecido

Resolva-se ou se esquive
Do que pra si está incumbido,

Mesmo um amor desse naipe
Nunca se esquece... Duvido!!!
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LUA NOVA: UM SORRISO SAUDANDO NYX


Luminescente junto ao dia que agoniza
Uma pequena e benfazeja réstia de luz
Abre aquele sorriso saudando a noite.

No entanto, a aparição é coisa rápida,
O horizonte há de ocultá-la em breve...
Virá então, em seu manto negro, Nyx,
A dominatrix de homens e de deuses!

by Jayme Lorenzini García
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O PASSAR DO VENTO



Às vezes, como um lamento,
Eu sinto passar o vento...

Beijando o rosto sofrido
Do dia desmilinguido
Que se vai mal é nascido
E dura um só momento.
Às vezes, como um lamento,
Eu sinto passar o vento...

E o sentir passar bem perto
Deixa-me feliz, por certo,
Qual carícia no deserto
Que é pra alma lenimento.
Às vezes, como um lamento,
Eu sinto passar o vento...

E com ele tudo passa.
Chuva fina na vidraça
Passa o bem e a desgraça,
A força ímpar do momento.
Às vezes, como um lamento,
Eu sinto passar o vento...
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SEMPRE E QUANDO!...



Ao instante fugaz que estou gozando
Uno o desejo de me ir eternizando.
Em fins de festa o vinho bom na taça
Nos convida a viver sempre e quando!...

by Zennon Rodrigues Tavares
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FERIDA ABERTA



Então Dezembro estendeu seu manto
Na inaudível voz desse moteto
Misturando o meu antigo pranto
Ao choro mais recente num dueto
E assim surgiu a sós este poemeto
            Cianureto
Na ferida aberta do meu canto!

by Zennon Rodrigues Tavares
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À BÍBLIA, NO SEU DIA



Bíblia,
Palavra de Deus,
Em tuas páginas
Escondes um tesouro
Inigualável de valor:
O caminho que leva ao céu,
A verdade sobre a salvação,
O labirinto pelo qual
Aquele que se enveredar
Há de alcançar a vida eterna!

És a luz
Que nos ilumina os passos
E nos mostra a direção certa,
Nosso Porto Seguro!

Bíblia, Palavra Santa,
No teu interior tanta,
Tanta sabedoria ao que
Humilde meditar em ti
E no teu Autor!

Revelas sublimemente
Ao homem
Que num gesto de amor
Cristo reconciliou
O homem
Com Deus, seu Criador!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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VOSSO AMOR MEU PEITO IMPLORA



Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

Se eu pudesse externar
O que minha alma a sonhar
Derrama num triste cantar
Com saudades de outrora...
Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

Quem dera pudesse dizer
Num virelai, com mui prazer,
Dessa paixão que aquecer
Vem o meu sonho nessa hora.
Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

Se tu pudesses ouvir
Meu lamento a carpir
O frisson a combalir
Meu corpo que extertora...
Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

Quem dera pudesse a dor
Desse instante indolor
Que sinto ser o palor
Que te envolve e devora...
Senhora, minha senhora,
Vosso amor meu peito implora!

by Zennon Rodrigues Tavares
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ERA TEU MEU PENSAMENTO...



Era teu meu pensamento,
Era meu o teu abraço,
Era nosso o casamento!

Era um só contentamento,
Era um único espaço,
Era teu meu pensamento!

Não se falava em tormento
Seguia-se no mesmo passo:
Era nosso o casamento!

Nem à brisa, nem ao vento
Dirigi verso madraço:
Era teu meu pensamento!

Mas eis que um dia!... Oh, lamento
Ao lembrar com embaraço:
Era nosso o casamento

Ruindo em atrofiamento,
Se esvaindo, triste, lasso;
Era teu meu pensamento

Mesmo nesse atroz momento
De abandono, descompasso.
Era nosso o casamento

Que era também lenimento
Definhando em teu regaço...
Era teu meu pensamento
Era nosso o casamento!

by Zennon Rodrigues Tavares
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HAYKAI Nº 44



Solidão noturna -
Ave Minguante migrando
Pra desesperança!

by Jayme Lorenzini García
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BAILA LÉPIDA DANÇANDO


Mote:

Baila lépida dançando
Sob um lindo arco-íris
Jovem formosa, Thamyres!

Voltas:

Toda faceira e contente
A bailar desinibida
Sorrindo de bem co' a vida
Tristeza está ausente
Desse rosto alvinitente
Qual da Amada de Osíris
Jovem formosa, Thamyres!

Baila com simplicidade
E com tal desenvoltura
Que se vê! Tal criatura
É só inocência e bondade!
E é maior sua formosura
Que a do esbelto arco-íris
Jovem formosa, Thamyres!
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HAYKAI Nº 43



Primavera quente:
Pleft - cai a rã no lago -
Lembro de Bashô!

by Jayme Lorenzini García
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UM CONVITE AO CARPE DIEM



A sina dolorosa da existência
Nos convoca sempre a refletir
Sobre tudo que nos dá subsistência...
- De que espaço somos o souvenir?

Se, entre berros e sangue, à opalescência
De alta luz somos dados a vagir,
O que mais esperar da turbulência
Vida afora que nos guarda o porvir?

Aproveitar o presente é a saída
Que o futuro se mostra nebuloso
E o passado é uma nau que jaz perdida

No Mar da Ilusão!... Amigos, conciliem
Vosso existir ao que há de venturoso:
Vivamos o momento! Carpe Diem!

by Léo Frederico de Las Vegas
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ALDRAVIA Nº 4


rima
em
crise
falta
poesia?
- aldravia!

by Zennon Rodrigues Tavares

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CHORANDO, TRISTE, DE SAUDADE...




Chorando, triste, de saudade,
Seguindo a sós pelo caminho
Lembrando vou da crueldade
Que me deixou assim, sozinho...
Despido da doce ternura
Que me evocava teu amor
Fiquei sem tua formosura
Em prantos com a minha dor.

Pelo silêncio da cidade
Ou pelo intenso burburinho;
Em meio a tanta orfandade,
A tanta bruma e esfuminho;
No peito um pouco de candura
Ardendo em febre e dissabor
Seguindo vou em treva escura
A prantear a minha dor!

Numa total simplicidade
O que embalava o nosso ninho
Era a inocência, a castidade,
Era o afago e era o carinho.
Desse afeto a tessitura
Estava plena de langor
Até que veio a amargura
E mergulhou-me nessa dor!

OFERTA

Me lembro da felicidade
Que deu lugar ao  desamor
Numa enorme velocidade
A traduzir-se nessa dor!

by Nuno Perez de Noronha
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HAYKAI Nº 42



Quente primavera:
Aproveitando o mormaço
Calcinhas no pátio!

by Jayme Lorenzini García
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BALADA DO AMOR LEMBRADO


De longe venho e as mãos vazias
Dos teus carinhos vãos de outrora
(Quando ao meu lado tu sorrias
E o teu sorriso era a aurora
Que amanhecia em minha vida
Cheia de encantos e resplendor)
Trago à saudade carcomida,
Só a lembrar do nosso amor!

Foram os meus mais belos dias
Os que por esta vida afora
Vivi contigo as alegrias
Repartindo-as sem mais demora
Mas de repente de vencida
A solidão em meu desfavor
Deixou-me em crise suicida
Só a lembrar do nosso amor!

Hoje andando pelas coxias
Pareço ouvir tua voz sonora
Dizendo que jamais irias
De minha vida triste embora...
Mas, eis que um dia, aborrecida
Dos meus poemas, do meu louvor,
Sem dó deixaste-me, querida,
Só a lembrar do nosso amor!

OFERTA

A ti, Princesa, uma acolhida
De deusa faço com primor
Nesta balada comovida
Só a lembrar do nosso amor!

by Zennon Rodrigues Tavares
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HAYKAI Nº 41



Oh, raro fenômeno
Sussurros à lua cheia -
Cópula dos gatos!

by Jayme Lorenzini García
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LOUVANDO AS TUAS PRIMAVERAS


Mote:

Louvando as tuas primaveras
Que já trinta e oito são
Te ofereço o coração!

Voltas:

Com palavras mui sinceras
Nas voltas de um vilancete
Louvando tuas primaveras
Trago, neste ramalhete,
Flores de todas as eras
Para tua exaltação
Plantadas no coração!

Trinta e oito são teus anos
Vividos com alegria
Suportaste poucos danos
Enlaçada à Poesia
O mais feliz dos humanos
Sou e com tal devoção
Te ofereço o coração!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.
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BALADA DE AMOR E PRANTO


Quero compor uma balada
Que fale dessa minha dor
Em que minh'alma acabrunhada
Qual feia e moribunda flor
Jaz deste aquele triste instante
(Ai, ai, ai ai, pecados meus!)
Em que vieste tão ofegante
Dizer-me o teu triste adeus!

Do vento forte a lufada
Se faz ouvir com gran fragor
Qual se tua voz, ó Bem-Amada,
Se anunciasse com langor
A me lembrar do amargurante
Momento  vão (valha-me Deus!)
Em que vieste esfuziante
Dizer-me o teu triste adeus!

Sozinho pela madrugada
Meus versos tristes a compor
Pensando em vão na Namorada
Que me pôs nesse dissabor
Ouço um lamento altissonante
(Nênias de nobres e plebeus...)
És tu, que vens, dilacerante,
Dizer-me o teu triste adeus!

OFERTA

A ti, Princesa, dilacerada
Minh'alma canta os sonhos seus:
Não venhas nunca, indelicada,
Dizer-me o teu triste adeus!

by Zennon Rodrigues Tavares
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MEU DESEJO É A LUA



Do instante quero sorver todo o sumo
Labareda a esvair-se toda em fumo
É a vida que não é aproveitada.
Em ver a lua meu desejo eu resumo!

by Zennon Rodrigues Tavares
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RONDEL DA INCERTEZA


De quem é esse gesto que carrego
Na noite escura em densa solidão
Se o que fui não mais sou e nego
Que possa haver ternura e gratidão

Nessa áspera água em que ofego
Caminhando a esmo sem razão?...
De quem é esse gesto que carrego
Na noite escura em densa solidão?

Não seria do fantasma que fumego
Nas cinzas do cigarro em minha mão?
Se de lirismo o meu verso rego
Me diz: porque essa incômoda sensação?
De quem é esse gesto que carrego?...

by Manoel da Silva Botelho
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LIRA Nº 1

 
Quem dera minha lira
Denunciasse a dor deste momento
Em que o peito delira
Junto à fúria do vento
A síntese do meu triste lamento!

by Gumercindo Dantas de Albuquerque
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VIVER A VIDA...



A vida é aproveitar cada momento
Que deve ser sorvido à contento
Qual o vinho na taça do prazer.
O passado é tão só esquecimento!

by Zennon Rodrigues Tavares
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HAYKAI Nº 40



Tracajá desova
Na roça recém-queimada -
Manhã de primavera!

by Jayme Lorenzini García
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CRESCENTE


Cai o véu da noite sobre a terra
Celestes brilhos cintilam na amplidão
Casais a passear pelas praças desertas
Carinhos mútuos, afagos quentes,
Carícias de fogo eriçando a pele,
Castos idílios, romances d'outrora:
Coitas d'amor  sob o crescente lunar!

by Zennon Rodrigues Tavares
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UNS VERSOS DE TERNURA E DE SAUDADE



Nem ao menos um poema, um acróstico,
Um soneto, uma nênia, uma tristeza...
Onde está o poeta que, pernóstico,
Por empatia, a alheia dor verseja?

E, se for ele próprio quem esteja...
Deus do céu, que horrível prognóstico!:
O poeta que exalava luz, beleza,
Fenece ao entalar-se com um monóstico!

Sim! É o poeta que se vai sozinho
Adentrando os Portais da Eternidade
Deixando, após si, pelo caminho,

A extrema dor que nosso peito invade...
...Sempre tê-lo, conforta-nos, pertinho,
Nuns versos de ternura e de saudade!

by Jayme Lorenzini García
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INDRISO COMPLACENTE



Onde estão os pássaros de outrora
Que gorjeavam suas notas musicais
Nos beirais de meu telhado complacente?!

Foram voando ao Leste buscar a aurora
Onde descansam meus trinados e meus ais
Da vida que gozei inutilmente?

Os dias que vivi foram em vão?

- Só quem o sabe é o magoado coração.

by Léo Frederico de Las Vegas
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ESPREITANDO O AMOR



A lua vadia, uma luz fraca, mortiça
Estendia, displicente, com preguiça
    Em nossa cama (oh, dulçor!)
E as estrelas em sonatas dolentes
Umas longe demais, outras cadentes,
    Velavam o nosso amor!

by Zennon Rodrigues Tavares
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MOTETO PARA ADIAR A MORTE



A cultura que os humanos criam
É tão-só para ludibriar a morte!
Em sonhos se debatem, se copiam...
Uns no relento, outros têm a sorte
De ter a riqueza sempre ao norte
           Como consorte!
Suas culpas em ternuras sempre expiam!

by Zennon Rodrigues Tavares
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O FLUIR DO TEMPO



O tempo flui passando tão depressa.
Já é sol a pino mal o dia começa.
Por isso importa aproveitar o instante
Porque talvez o amanhã não amanheça!

by Zennon Rodrigues Tavares
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OUÇA-ME, LUA NOVA!


Lua nova dá que eu possa
Sair logo dessa fossa
Em que estou a me afogar
Que me salve um amor novo
Quero andar por entre o povo
E muita inveja causar!

by Léo Frederico de Las Vegas
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CAMA DE VIME, DOSSEL DE PRATA!



Nós nos amamos sob um dossel de prata
Enquanto a lua ouve a linda serenata
          Dos demais enamorados!
Ainda assim o nosso amor é o mais sublime:
Mesmo amando em cama rústica de vime
          Nós nos quedamos saciados!

by Zennon Rodrigues Tavares
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AO PÉ DO LEITO DERRADEIRO...



Este castelo é tua última morada
Que erigi outro dia, de repente,
Homenagem singela deste crente
Que te presta humilde culto, ó Amada!

Trago-te a vida desesperançada
Troante vida que ficou silente
Desde o dia em que, repentinamente,
Deixaste nossa casa abandonada.

E trago-te, também, estes gerânios,
Que cultivavas, lindos, na janela
Do quarto que nosso idílio abençoou.

Que um dia (ao nos perceber germânios)
Há de, enfim, nos (re)unir aquela
Que por ora, sem dó, nos separou!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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ROUNDEL DA ETERNA ESPERANÇA



Há tempos que eu te espero
Qual Penélope a Odisseu
Mas o que digo é sincero:
O meu amor é todo teu!

Sou inteiramente tua
Como sei que tu és meu
Tu és o sol, eu sou a lua!

Eterno é nosso himeneu
Mas, quando hás de, enfim, chegar?...
Embora a desesperar
O meu amor é todo teu!

by Kammille Nunes de Lima
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INDRISO HORACIANO



Resíduos da noite se despedem
No esparso nevoeiro do horizonte
Saudando os raios luminosos

Do astro-rei que surge, benzejo,
Trazendo a alegria de viver
Cada instante dessa grande dádiva

Sorvendo o vinho bom inda guardado.

Horaciano, o tempo breve passa!

by Zennon Rodrigues Tavares
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HAYKAI Nº 39



Sabiá-da-mata
Gorjeia e mata a sede -
Rio de primavera!

by Jayme Lorenzini García
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ÓRFÃOS DE UM ILUSTRE MELGACENSE




Estamos órfãos!... E a dor que avassala
Nossa alma é imensa e os versos parcos
Pra falar o que a Indesejada cala:
Que nós choramos tua partida, Marcos!

Foram breves teus anos cá na terra
Vividos com amor e muita fé...
Mas no peito a solidão a dor encerra
De perdermos teu convívio, José!

Foste exemplo de paz e hombridade
- De participação religiosa -
Vivias com ternura essa verdade
Servindo ao Pai celestial, Barbosa!

Pai amado, amigo, irmão, querido esposo,
Que à Amada sempre dava madressilva
Como olvidar-te o terno olhar bondoso
Que devotavas a tudo, da Silva?!

Este poema é a nossa homenagem
- Canto triste, de triste pintassilva -
Para que sigas em paz tua viagem
Ó Marcos José Barbosa da Silva!

By Zennon Rodrigues Tavares
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O BAILE DA SAUDADE


Não fosse essa lua
A bailar no céu
E a saudade tua
Fazendo escarcel
No coração que há
No poeta aprendiz
Minh'alma a chorar
Talvez fosse feliz!

by Léo Frederico de Las Vegas
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A VIDA SEMPRE CANTANDO



A vida sempre cantando
Em minha esparsa poesia
Dia e noite, noite e dia,
Vou pela estrada afora
Para em versos redondilhos
E em rima bem sonora
Falar de amores vidrilhos!
A vida sempre cantando
Poemas de amor entoando;
Em minha esparsa poesia
A vida sempre cantando
Versos de pura emoção!
Ternuras do coração
Palpitando noite e dia.
Vou continuar rimando
Amor, prazer, alegria
A vida sempre cantando!

by Zennon Rodrigues Tavares
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar,
E uma velha ternura de bulldog!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar.
E, se razão faltar-lhe pra chorar,
Volte, então, outro dia, bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É, procurar, em vão, na madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!...


Visitas de Calíope e Érato

Colaboradores

Tradução Simultânea

English French German Spain Italian
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic

Previsão do Tempo

Formas Poéticas

Acróstico (74) Aldravia (5) Balada (7) Caligrama (10) Dez-De-Queixo-Caído (2) Duotrix (8) Epigrama (5) Espinela (1) Ethree (1) Gazal (6) Haicai (48) Indriso (52) Limerik (3) Monóstico (1) Moteto (6) Plêiade (4) Poetrix (43) Quadra (29) Ritornelo (3) Rondel (58) Rondó (8) Roundel (1) Rubai (9) Sextina (1) Sonetilho (4) Soneto (410) Terza-Rima (1) Tradução (5) Triolé (11) Trova (11) Vilancete (4) Vilanela (2) Virelai (4)

Assunto Temático

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