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HINO DE EXALTAÇÃO AO PARÁ



Salve, ó terra de ricas florestas,
Terra imensa de meus ancestrais
Onde o sol adentrando as frestas
Das cabanas, inunda-as de paz.
Vê-las sempre coesas e unidas,
Laborando com força e vigor
É o sonho de milhares de vidas
Fecundadas ao sol do equador!

Teu destino é viver entre festas,
Que os teus sonhos traduzem reais
De aninhares pessoas honestas
Vindas dos longínquos corumbás
Que em chegando tão desiludidas
Em ti encontram conforto e calor
E as riquezas jamais escondidas
Do progresso, da paz e do amor!

Salve, ó terra de ricas florestas,
De infinitas belezas rurais
As tuas noites abrigam serestas
E os teus dias projetos, ideais!
Quanto dói-me tristes despedidas!
E eu te perco se algum dia me for;
Então louvo tuas matas floridas,
Fecundadas ao sol do equador!

Ó Pará, quanto orgulha ser filho,
De uma terra feliz, altaneira
Que se ufana de ser o tordilho
Da excelsa pátria mãe brasileira;
Eu te quero sublime e valente,
E de tua glória ser o consorte
Exultando por ser descendente
De um colosso, tão belo, e tão forte!

Juncaremos de flores teu trilho,
Pois que somos gente prazenteira
E em havendo na frente empecilho
Venceremos com a mão guerreira
Da União, pois somos boa semente!
Te queremos inteiro, sem corte,
Pois que és, ó Pará, a imponente
Do Brasil, sentinela do Norte!

E a deixar de manter esse brilho
Que ofusca glória vã, passageira,
Que não rima no nosso estribilho
E só quer manchar nossa bandeira
Preferimos que a vil serpente
Nos morda, que a dor nos conforte;
E a olhar te partirem, inclemente,
Preferimos, mil vezes, a Morte!

Salve, ó terra de rios gigantes
Que maiores no mundo não há
Rios d'aldeia do poeta distantes
Aos daqui não podem comparar
Esta terra é um bom nascedouro
De riquezas desde a antemanhã
Tem mais glórias que o simples calouro
D'Amazônia, princesa louçã!

Tudo em ti são encantos vibrantes:
Fauna e flora e o imenso rio-mar
Amazonas e os seus navegantes
Que buscam sempre se alimentar
De tu' exuberância - escoadouro
Que nos traz a alegria cunhã
E o mundo todo te inveja o louro
Desde a indústria à rudeza pagã.

Salve, ó terra de rios gigantes
Terra que eu sempre hei de amar
Declarando em altofalantes:
Sou de um país que se chama Pará!
Aos que querem levar nosso ouro
Nós diremos: Sai pra lá, acauã!
O Pará há de ser um só, o tesouro
D'Amazônia, princesa louçã!

by José Olímpio de Araújo

Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar,
E uma velha ternura de bulldog!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar.
E, se razão faltar-lhe pra chorar,
Volte, então, outro dia, bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É, procurar, em vão, na madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!...


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