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VIDA CLANDESTINA



A poesia é um escarro
Que há muito tempo meu peito expeliu
E o que restou foi um pigarro
Do último verso triste que saiu...

E há quem queira tirar um sarro
Da minha cara de poeta vil
A minha rima vem do barro
Não falo em flores, nem em céu de anil.

Do ser humano a miséria
Dos meus versos é matéria
Não se faz um luar assim bonito
Lá no céu.

E vou seguindo meu dilema
A vida lamentando nos poemas meus
Quem sabe um dia alguém, então, me escuta
Quem sabe um dia, então, me ouça Deus!

As flores todas têm espinhos
E a lua negra despontou no céu
Deixando órfãos de carinhos
Os construtores todos de Babel

Não sei dizer o que se passa
Na contramão da rua Maradey
Um acidente (que desgraça!)
Mata a Morena que eu um dia amei!...

Do ser humano a miséria
Dos meus versos é matéria
Não se faz um luar assim bonito
Lá no céu.

E vou seguindo meu dilema
A vida lamentando nos poemas meus
Quem sabe um dia alguém, então, me escuta
Quem sabe um dia, então, me ouça Deus!

by Manoel da Silva Botelho

Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar,
E uma velha ternura de bulldog!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar.
E, se razão faltar-lhe pra chorar,
Volte, então, outro dia, bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É, procurar, em vão, na madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!...


Visitas de Calíope e Érato

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