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O ADEUS À LADY DI



Não é apenas
A tristeza
Estampada no semblante do mundo
É, antes,
A Aurora que se recolheu
Sob seu rubro manto de dor
Não suportando
A luminosidade de tua partida.
A noite caiu, abrupta,
Trazendo em seu colo
Uma lua bissexta e triste
Porque está órfã
De tua rivalidade.
Tão jovem e tão cheia de vida,
E, no entanto,
Jazes inerte e sem vida
Engasgada no turbilhão
De comoção que deixaste
Neste pequenino
Planeta azul!

Não!
Não é apenas
A tristeza estampada
No rosto
Do mundo
É antes tua falta,
Tua ausência,
Tua saudade,
Que teremos de suportar
Por toda a eternidade!
É teu intenso carisma
Que de nossa lembrança
Não sai
Como um carinhoso
E sofrido
E apertado adeus,
Lady Di!

by Léo Frederico de Las Vegas

                                Por ocasião da morte da Princesa de Gales
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MELANCOLIA & SAUDADE



A melancolia invade a minh'alma
Nesta fatídica noite sem luar
E eu não consigo manter a calma
Pensando em minha Sereia do Mar...

Meu coração deveras abatido
Lembra-se, ainda, do último adeus...
Desde aquele dia, eu, entristecido
Não me deleito com os versos meus...

Desde então minha triste realidade
Adormecida jaz neste poema
Cujos versos estão cheios de saudade...

E em nostalgia vivo o meu dilema:
Um amor que é meu tudo em verdade,
Mas que é paixão proibida, é problema!...

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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INDRISO DE LUA NOVA


No horizonte a lua nova
Dava as caras bem faceira
Quase a tocar o sol!

Cá na terra uma trova
Que tirei da algibeira
Te ofertei em sibemol!

O mundo todo era música

E só minha eras, ó Musa!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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AMOR, ETERNO AMOR!



Ah! Como é tão bom amar
E poder se apaixonar
Pela Moça que sempre
Estará nos lindos sonhos

Risonhos que enfim puder sonhar
Amando num escarcéu
Quem conseguiu te cativar
E prender por fim...

Só um coração
Amante e amado
Que rompe a distância
Presente e passado e futuro
Permanece o mesmo
Não obstante os anos
Pois será sempre eterno
Maior que os oceanos...

Bem-aventurado
Quem tiver tamanho
Amor em seu peito
Sempre há de ser amado...

Sou dono desse amor
Que explode qual vulcão
Dentro do coração
Ardendo a me queimar
Sou dono desse amor...

E assim sempre amarei,
Pois é sublime lei
Incondicionalmente
A dona dos meus sonhos
Sou dono desse amor
Que em versos componho...

Sou dono desse amor
Que explode qual vulcão
Dentro do coração
Ardendo a me queimar
Sou dono desse amor...

E assim sempre amarei,
Pois é sublime lei,
Incondicionalmente
A dona dos meus sonhos
Sou dono desse amor
Que em versos componho
E vou seguir risonho
Pra sempre!...

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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ESTONTEANTE



É simplesmente estonteante
Pensar em teu clitóris:
Botão entreaberto
À gula voraz do beija-flor!
Néctar que se doa
À degustação insana do felídeo!
Água que mitiga minha sede
Conjungando no infinitivo
O verbo amar!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.
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SONETO DE UMA TRISTE CONSTATAÇÃO



Por que me atiçaste o fogo extinto
Eu que não tinha mais prazer na vida
E tornaste-me a estrada colorida
E me fizeste amar-te por instinto?

Por que na taça esse vinho tinto
Inebriando a paixão desinibida
E a auréola de desejos, descabida,
A enfeitar-te o gozo que pressinto

Nesse instante de ternura e abandono?
Por que me foste despertar do sono
Eu,  que jazia, Princesa Envenenada,

Numa redoma de vidro, intocável?
Por que agora me apareces tão amável
Se sabes que já não sou a tua Amada?!

by Yara Cínthya Marcondes da Silveira
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VIDA CLANDESTINA



A poesia é um escarro
Que há muito tempo meu peito expeliu
E o que restou foi um pigarro
Do último verso triste que saiu...

E há quem queira tirar um sarro
Da minha cara de poeta vil
A minha rima vem do barro
Não falo em flores, nem em céu de anil.

Do ser humano a miséria
Dos meus versos é matéria
Não se faz um luar assim bonito
Lá no céu.

E vou seguindo meu dilema
A vida lamentando nos poemas meus
Quem sabe um dia alguém, então, me escuta
Quem sabe um dia, então, me ouça Deus!

As flores todas têm espinhos
E a lua negra despontou no céu
Deixando órfãos de carinhos
Os construtores todos de Babel

Não sei dizer o que se passa
Na contramão da rua Maradey
Um acidente (que desgraça!)
Mata a Morena que eu um dia amei!...

Do ser humano a miséria
Dos meus versos é matéria
Não se faz um luar assim bonito
Lá no céu.

E vou seguindo meu dilema
A vida lamentando nos poemas meus
Quem sabe um dia alguém, então, me escuta
Quem sabe um dia, então, me ouça Deus!

by Manoel da Silva Botelho
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MAKTUB





Meu amor,

Teus ondulados cabelos negros,
Teus brilhantes olhos castanhos,
Teu olhar encantador...
Teu lindo sorriso meigo,
Tua boca escarlate,
Teus lábios sensuais!...
O perfume do teu pescoço,
O cheiro gostoso das tuas axilas,
Teu ombro amigo.
Tuas mãos delicadas
Teus seios - dois astros a brilhar na imensidão do Azul
Teu ventre - doce mar no qual desejo naufragar
Tuas ancas - frêmitos do eterno amor
Teu umbigo - porta do prazer
E a negra Andorinha que entre tuas pernas banha-se no oceano do amor
Sim,
Tudo isso que indiscutivelmente me encanta
Sei que um dia (no momento certo e na hora exata)
Será meu
E nos braços um do outro
Dormiremos felizes
Em nome do Amor!

Yes! I love you beautiful girl!

by Léo Frederico de Las Vegas
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POEMINHA CHEIO DE AMOR



Todos os abraços,
Todos os beijos,
Todas as carícias,
Todos os gestos,
Todas as mensagens,
São uma forma de dizer
Que eu te amo
E sou louco
Por você!

by Léo Frederico de Las Vegas
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TELEGRAFANDO...



Em código Morse
Te escrevo a cor dos olhos
E os gestos loucos
De um amor sem fim!

by Jayme Lorenzini García
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QUARTO MINGUANTE DE AGOSTO

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PASSWORD



Qual a senha para eu descobrir-te
E desnudar a tua alma de mulher?
Qual a palavra-passe?... O só ouvir-te,
O desfolhar-te e o mais que aprouver

Ao poeta que te faz envanecer
Ao revelar-te, bela, Nefertiti?
Desfolhar não basta o bem-me-quer,
É preciso mais que isso, possuir-te?

É preciso penetrar tuas entranhas
E afagar de tua alma as estranhas
Sensações que te brotam à narceja?

Diz a senha pra que eu possa adivinhar-te,
E em meus versos o contorno de tua arte
Mostrar para que morram de inveja!
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SONETO DE AMOR E DESENCANTO



Quando a tristeza dominar meus sonhos
E em teus olhos castanhos sucumbir
Numa volúpia imensa de sorrir
Que hei de fazer pra suportar medonhos

Pesadelos a me desiludir
Em momentos inertes e tristonhos
De longas preces a meus Sant'Antônios
Que insistem no favor de não me ouvir?

Que hei de fazer para conter a brasa
Desse fogo insano que me abrasa
Quando em mim dedilhas a canção

Que primeiro inundou o Paraíso?...
Que hei de fazer meu bem, o que é preciso
Para ganhar, de vez, teu coração?

by Yara Cínthya Marcondes da Silveira
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À MOÇA PURA QUE ME LEU


Ao ler meus versos impuros
Tua face enrubesceu:
O poeta enlouqueceu
Com tanta imoralidade!
Foi-se embora o pudor
E pra falar a verdade
Já não faz versos de amor!
Ao ler meus versos impuros
Com sentimentos tão puros
Tua face enrubesceu
Ao ler meus versos impuros
Te iraste doce donzela:
Mas que poesia era aquela?
O poeta enlouqueceu?...
Não tinha mesmo futuro...
Dou à moça que enrubesceu
Ao ler, meus versos impuros!

by Jayme Lorenzini García
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ESSA DOR EM MEU PEITO É SAUDADE



São os espinhos que provavelmente
Causam as dores agudas que as rosas
Sentem quando exibem-se formosas
Ao olhar do poeta displicente!

Vendo-as assim, vermelhas e chorosas,
O poeta lhes dedica humildemente
A canção de abandono que somente
Sai dos lábios que sofrem amorosas

Perdas, e desengano, e orfandade!
Sou o espinho, és a rosa ou o pássaro
Que foi ferido e agoniza a sofrer...

Será amor o que sinto?... Esse tártaro,
Essa dor em meu peito é saudade
É imensa vontade de te ver!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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O QUE FAZ A SAUDADE...



A saudade faz doer o coração
Faz voar o pensamento para longe
Faz sonhar com o aconchego feminino.

A saudade faz vibrar de emoção
A pobre alma que sem pra quê se esconde
Nos olhos chorosos do menino

Que eu fui um dia a amar sem medida

A Moça que me deu sem reservas sua vida!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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RETRATOS



As impurezas do branco
A pátina no banco
Esquecido da praça
O preto no branco
O homem sozinho no banco
De olho na mulher que passa

O branco suave da tarde
A ferir minhas retinas
O fogo que eu meu coração arde
A pensar na boca franzina
Da mulher que mexeu com meus brios
Deixando em meu corpo um gostoso calafrio.

De olho na mulher que passa
Sou o homem do banco da praça
Esquecido do mundo, anacoreta.
Curtindo as impurezas do branco
Sou o intervalo do preto no branco
A sorver da mulher as lúbricas tetas!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.
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QUERO



Quero tocar o teu rosto moreno
Num gesto de carinho e afeição
Sentir-te o palpitar do coração
E beijar o teu beijo tão sereno...

Quero te dar plena satisfação
E conquistar o teu sorriso ameno...
E ser teu aconchego, tua emoção,
O brilho em teu olhar, luar pequeno!

Quero falar-te, pois, com a minha alma
Misteriosa as palavras de amor
Que noite à fora o meu peito ditou!

Em noite assim, enluarada e calma,
Quero em meus braços fazer-te mulher
E levar-te à aurora rosicler!

by Olímpio José de Araújo
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À LUA CHEIA QUE NOS VIU AMAR



Essa lua que espia tristemente
Pelas pálpebras do horizonte mudo
Já nos surpreendeu entre suspiros

E juras de um amor eterno!
Essa lua que veste a noite insone
De uma indelével nostalgia

É a mesma que te viu doar-se

Ao meu amor, tão cheia quanto ele!

by Jayme Lorenzini García
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O ECLESIASTES E OS JOVENS



"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade..."
É o conselho, para os jovens, do sábio Pregador!
"Vaidade de vaidade!"... Porém, ouve: não é vaidade
Dedicares a tua vida a servir ao Salvador!

A juventude da vida é a aurora. Mas seu fulgor
Depressa passa. É meio-dia! Não, já é muito tarde!...
Essa é a Hora! Serve, pois, alegre, ao Redentor
Que te promete vida feliz na Eternidade!

Antes que te cheguem os dias de descontentamento,
Antes que na vida não tenhas mais prazer nenhum,
Lembra-te de Deus agora, pois este é o momento!

Faz o que diz teu coração, mas segue o mandamento
E não te esqueças deste conselho de modo algum:
Guarda a Palavra do Senhor, pois ela é teu alimento!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.
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SONETO DO ABANDONO TOTAL



Foi muito caro o preço que eu paguei
Por esta grande e proibida paixão.
Sim, fui condenado à triste solidão
Por ti, a mulher que eu mais amei!

Foi por ti que eu me apaixonei,
Mas me ferindo sem dó ou compaixão
Machucaste o meu sofrido coração,
Mas, o porquê disso tudo eu não sei!

Se eu não satisfiz os teus desejos,
Se eu não fui o teu Príncipe Encantado
Ou se sabor não tinham os meus beijos

Esquece-me... Isso é coisa do passado...
Mas... Se tivesses visto meus lampejos
De amor jamais terias me deixado...

by Léo Frederico de Las Vegas
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BELEZA RARA



Vou lapidar um verso
Que te traduza pelo avesso
E te diga que me és mui cara
Beleza rara!

Vou roubar ao arco-íris
Seu tom esverdeado
Pois inda espero ser amado
Por ti, querida Íris!

Venho lá das distâncias
E trago no meu peito
Um ramo de amor perfeito
Da minha perdida infância...

E a ti vou oferecê-lo
Como prova de amizade
Sei que lindo ficar há de
Nas traças do teu cabelo...

E assim lapidei esse verso
Rainha do meu universo
Mas ele diz tão pouco, ó cara,
Que és minha beleza rara!

by Léo Frederico de Las Vegas
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SONETO DA PERSEGUIDA

UM SONETO PARA MACHADO DE ASSIS


Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Que floresces entre as pernas da Amada!
Flor do delírio! De haste nacarada
Revestes minha deusa de candura!

Como esquecer-te, posso, a formosura
De açucena cheirosa e salgada
Que se entrega à boca incendiada
Tão cheia de volúpia e gostosura?

Não! Não posso esquecer-te, Perseguida!
Hás de ser hoje e sempre a preferida
Mesmo que eu veja da morte a navalha

Quero por ti me perder, vitorioso.
Pois quem teve tal fim é um venturoso:
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.
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ALMA MUTILADA



Mutilei minha alma de poeta
Para não magoar meu grande amor
Desde então uma sempre suave brisa
Reacende em meu peito o calor!

by Jayme Lorenzini García
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TRANSFORMA A TUA DOR EM POESIA...



Transforma a tua dor em poesia,
Transforma o teu sofrer em rimas raras.
- A vida tem delícias ignaras...
- Um poeta nem sempre bebe da alegria.

Da vida a fonte tem águas amaras
E temos que sorvê-las dia-a-dia
Tendo na alma um quê de nostalgia
E no peito algo mais que motivara as

Sensações que fervem a conta-gotas
E deslizam pelo rosto impúbere
Das almas que transviam suas rotas...

Transforma em poesia teu sofrer
Que no final de tudo hás de ver
Que te alimenta da vida a doce úbere!

by Jayme Lorenzini García
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HAYKAI N° 8



A lua crescente
Entre fios de luzes -
Clave de sol!

by Jayme Lorenzini García
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DESVENTURADO CORAÇÃO



O coração quer gritar
O que o lábio não pode dizer...
E a solidão esmagar
Minha frágil vontade de ver
Que a vida sem ti é mais dura
Que o poema não pôde acontecer
Que vou me anular... Desventura
De amar sem se corresponder.

É tão rigoroso o inverno
É sempre constante esse outono
Meu Deus, onde clima mais terno
E a solidão me toma num assomo
Onde está a paz de minh’alma,
Onde o meu contentamento?
Já não posso sorver doce calma.
Até quando esse sofrimento?!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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PARA VÓS QUE ME ACHAIS POETA LOUCO



Para vós que me achais poeta louco
E gostais de sorver os versos meus
Ofereço-vos o manjar dos céus,
O arco-íris, uma alga e um pouco

Da ternura roubada a Morpheus
Nas horas de insônia, de sufoco,
A que me entrego infeliz, tampouco,
Ruminando a esperança dos ateus!

Para vós que dizeis: Ele é covarde
E ladrão que o azul rouba da tarde
Para pô-lo no olhar da Bem-Amada,

A vós outros dou este poema informe
Que não explica essa vida tão disforme
Mas é luz no fim da escura madrugada!

by Pedro Paulo Barreto de Lima
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EU SONHEI E ESPEREI POR TEU AMOR!



Eu sonhei e esperei por teu amor
Que nunca veio mitigar a minha sede
Dissipando de meu corpo o calor
Embalando a paixão em tua rede...

E ainda assim eu caí na tua rede
Nas tuas falsas juras de amor
Mesmo sem ter saciado a minha sede
Me derreti em teus braços de calor!

E me envolvestes com o teu calor
Que nem senti me devorar a sede.
Tal era a ânsia de viver esse amor

Que me deixei cair em tua rede
Até desiludir-me!... E, tendo sede
Eu sonhei e esperei por teu amor!

by Léo Frederico de Las Vegas
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SEMPRE SENTIREI SAUDADES SUAS



"Sempre sentirei saudades suas!"
Era a frase predileta que a Amada
Punha nas cartas que me enviava.

Hoje ando vagando pelas ruas
Com saudades da jovem madrugada
Em que ela dizia que me amava.

Depois... Foi-se embora aquela ingrata

Deixando-me essa dor que aos poucos mata!

by Léo Frederico de Las Vegas
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O MAIS BELO E CHARMOSO NASCER-DO-SOL!



Na manhã silenciosa - é alvorada! -
O sol desliza sobre o tobogã
Do tempo e ilumina a alma louçã
Do melgacense que segue a jornada

Do dia-a-dia a vencer o duro afã
Da vida com a força renovada,
Pois bem defronte vê - transfigurada -
A bela Ilha da Maracanã!

E com ânimo radiante segue em frente
Sem temer as agruras do batente;
Desde a manhã até o arrebol

Enfrenta as lutas, o cansaço e o sono
Mas é feliz porque sabe que é dono
Do mais charmoso e belo nascer-do-sol!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


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