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PÉROLA NEGRA


Angélica

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar...
 Chico Buarque
Jamais compreenderei de fato
A dor que te vai no peito
Coração magoado pela seta do destino
Irremediavelmente dilacerado,
Destroçado, sentindo a dor indelével,
A incomparável dor de se perder uma filha querida!...
Lágrimas amargas transfiguradas em cristalinas pérolas
Vitalizam-se de teu sofrimento ímpar!...
Ah, não sei dessa dor,

Mas sinto-a, sinceramente,
Aqui dentro, em meu coração, e por isso
Rascunho estes tristes versos
Querendo aliviar, lenitivamente, o teu sofrer!
Um dia não precisaremos mais morrer.
Eternos, seremos eternos!
Saudade nunca mais! Tristeza, nunca mais!

Dor! Não haverá mais dor
E embriagar-no-emos com o eterno frescor das primaveras!

Ah! Mas enquanto este dia não chega
Resta-nos aceitar as linhas tortas escritas por Deus!
Ainda que nos doa, Ele sempre quer nosso bem.
Últimos, sim estes são os últimos dias!...
Já sinto a força da aurora resplendente de um novo tempo
O tempo em que terás todo o tempo do mundo para ninar tua filha!

by Jaime Adilton Marques de Araújo

Sussurros exalados do triste peito do poeta ao condoer-se do estado patético em que se encontra sua irmã, Jacidalva, que não superou, ainda, a dor da perda de sua querida Isabere!

Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar,
E uma velha ternura de bulldog!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar.
E, se razão faltar-lhe pra chorar,
Volte, então, outro dia, bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É, procurar, em vão, na madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!...


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