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A SONG FOR MELGAÇO


Melgaço,
Já disseram
Que és “o refúgio dos pássaros”
O “ponto em seguida da beleza”
E que “tuas matas verdes encerram”
Maravilhas indescritíveis…

Imortalizaram-te
Nas mais belas páginas
De tua literatura embrionária!

Todavia,
Teus poetas sonhavam
Enredados
Num labirinto de utopias
Quando te pintaram
A Vênus imponente
Adornada de imortal beleza!

A verdade, porém,
É que saltas
Ante meus olhos míopes e nauseados
Como uma criança maltrapilha
A mendigar uma gota de carinho…

(Carinho de lua cheia!)

És uma pobre flor entreaberta
Ao forte sol de verão
Que queima e dilacera
As pétalas da esperança!

Estás enclausurada
Em tua própria concha,
Não vês?!

Desperta, desperta, Melgaço!…
Olha à tua volta
E vê os lírios que acordam líricos
Nesse suave amanhecer!

É chegado um novo tempo
Aonde os teus sonhos desvairados
Se cristalizarão
Na mais pura verdade!

Ver-te saltar deste emaranhado de ilusões
Para a concretização
De um amanhã feliz
É um êxtase de ternura
Para a minha alma de poeta!

Nesse palco de indecisões
Teus atores ensaiam a vida
Que palpita
Radiante em teu seio…

Melgaço,
Minhas congratulações
Aqui e agora quero dar-te
Pois é bom demais
Ver-te florindo,
Desabrochando
Para a Arte!

by Jaime Adilton Marques de Araújo

Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


Visitas de Calíope e Érato

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