gravatar

PEDINDO PERDÃO



Entre os tropeços da vida
Achei-me em falta contigo…
Quisera tanto suavizar tuas feridas
E ser pelo menos teu amigo!

Sei, te feri com mil espinhos...
Sem dó nem compaixão…
Longe estou do teu carinho,
Sofrendo está meu coração!

Essa cilada do destino
Encruzilhou nossos caminhos
E de estar ao teu lado me impede.

Mereço toda essa tortura
Mas por favor, não me angustura;
Cuida do nosso amigo Teddy.

by Léo Frederico de Las Vegas
Leia Mais ››


gravatar

ENCANTAMENTO



Sublime encantação do amor:
Te enovelas, qual serpe edênica,
Entre os meus seios!

by Adilton Marques
Leia Mais ››


gravatar

PAIXÃO NO AMANHECER



Sinto um afago meigo em meu rosto
Mal amanhece o dia radiante:
É o sol que me beija por entre a fresta!

by Léo Frederico de Las Vegas
Leia Mais ››


gravatar

LUA… LUA… LUAR!



Tão vazio de mim mesmo (…)
Esta lua me deixa comovido
Com vontade de chorar…
Saio para a rua
Vou fazer serenata
Para a minha Bem-Amada
Que não quer voltar!
Meu violão chora de tristeza;
Meu coração suspira de desejo…
Ah, quem me dera
Tê-la nessa hora!
Cobri-la-ia
Com meus beijos!…

Esta lua patética e solit(d)ária
Me faz sonhar!

by Léo Frederico de Las Vegas
Leia Mais ››


gravatar

SANTUÁRIO PAGÃO




Quando inteira de despes à minha gula insana
E entras em nosso quarto qual deusa soberana

Vejo-te qual num sonho: teus palpitantes seios,
Trêmulos, entregues à febre dos meus anseios;

E quais pequenos morros alteiando-se tranquilos
Os teus negros e sensuais e lúbricos mamilos;

E os teus curvos quadris e as tuas ancas e as ondas
De tuas nádegas polpudas e cheias e redondas;

E tuas pernas de quem a pólio num mau dia
Quis roubar a beleza, mas a impediu a Poesia;

E o pássaro fulvo cujas asas de veludo
Estendem-se, sinuosas, por sobre o teu ventre;

Quando inteira de despes à minha gula - tudo
É um irresistível convite do amor pra que eu entre

No santuário pagão de teu corpo e, após, na ara
Da paixão renda preito à tua beleza rara;

E, crente humilde, te exalte o porte sensual
Entoando louvores à Beleza Imortal!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.
Leia Mais ››


gravatar

SOLIDÃO



Sofro por causa de um amor passado.
Tem suas dores também a solidão.
Ela faz um infeliz do feliz apaixonado;
Ela também machuca o pobre coração.

Sinto saudades nesta vil solidão
Daquele amor que outrora foi só meu…
Oh! Como corrói em mim essa paixão
Que é mais intensa que a de Romeu…

Se relembrar o passado é sofrer
Sei jamais terá fim meu sofrimento
Pois eu sempre hei de lembrar você!

- Jamais sairás do meu pensamento.

by Léo Frederico de Las Vegas
Leia Mais ››


gravatar

UM CANTO QUE NÃO SE CALA



REFRÃO

Pai, escuta-me a voz do silêncio!
Pai, escuta-me a voz do silêncio!
Pai, escuta-me a voz do silêncio!
Que já não tenho mais força…

Para gritar ao mundo meu lamento
Suporto a cruz da minha poesia
Meu verso seco, rude e malombento
Minha tristeza aos prantos denuncia.
De que me vale ter os olhos livres
Se permanecem minhas mãos atadas?
Se os olhos vêem os filhos que não tive
Abandonados à beira da estrada?

Como é que posso, pai, resignado,
Calar diante de tanta injustiça?
Se ao mundo vim cumprir a minha liça
Estufo o peito, mas não sou escutado.
Então libero uma força tamanha
Que se traduz nesse silêncio aflito;
Quanto mais calo mais forte esse grito
Se faz ouvir muito além da montanha.

De tanto pranto já não há mais lágrimas
De tanta fome só há osso e pele…
Vejo crianças, homens e mulheres
Em cada esquina a mendigar… Que lástima!
Insone fico pela madrugada
A meditar em vão numa saída.
Hei de comprar a cada dia a vida;
Meu verbo não pode exprimir mais nada…

Meu coração não é maior que o mundo
Para conter todo esse sofrimento,
Mas o meu pobre verso é o lenimento
Minha revolta nele sempre infundo.
Sou vítima da ambição desmedida
Que quer roubar-me minha estrela guia,
Envergonhar a minha poesia,
Calar meu canto e me acabar co’ a vida!

Eu sei meu canto não está perdido
Nem meu lamento de desesperança…
Ainda resta um pouco de esperança
Dilacerando o peito qual gemido!
Desesperado quero abrir a porta
Refúgio procurar na solidão…
Quero de vez, morrer na contramão
Contudo, nem com isso alguém se importa.

OFERTA

Agonizando nessa atroz tormenta
Vou prosseguindo na minha labuta:
“Só mesmo um bando de filhos-da-puta
Julga ser pátria o cárcere que inventa.”

Léo Frederico de Las Vegas
Leia Mais ››


gravatar

O MÁGICO ACHADO



Bom é ouvir ‘Eu te amo!’ em muitas línguas.
Mas, só o francês me põe comoção n’alma
Quando me diz: Je t’aime, Jaime!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
Leia Mais ››


gravatar

PURO ENCANTO



Instante de mágico silêncio:
Encantada com o mundo, mas sem pressa,
A borboleta sai de seu casulo.

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.
Leia Mais ››


gravatar

SONETO DE UM AMOR QUE NÃO TEM FIM



Ainda estão em minhas mãos enruguecidas
Os perfumes inebriantes que derramavas
Em cada carta de amor que me mandavas
Trazendo cores e primavera à minha vida!

Ah, o tempo! "O tempo nunca passa!" - pensavas -
"Pois nosso amor é grande e para muitas vidas!..."
Entanto, ele passou e levou tudo de vencida,
Mas não levou o amor que em nosso peito latejava!

E esse amor incomum, atemporal, não geográfico,
Antes do paleolítico, bem antes, paleográfico,
Há de ir muito além do fim do fim das eras.

E, quando, enfim, meu corpo inerte, alquebrado,
Adentrar os jardins do Além, do Inexplicado,
Vou te encontrar, Amor, sorrindo às primaveras!

 by Pedro Paulo Barreto de Lima
Leia Mais ››


gravatar

SONETO DE NECESSIDADE



"Por que escreves?" - perguntaram a Clarice.
E ela olha o seu interlocutor sem mágoa
E lhe devolve: "E tu, por que bebes água?"
- Bebo porque tenho sede! - ele lhe disse!

- Exatamente! - replica com meiguice -
"Escrevo pra me manter viva!..." - Assim a frágua
(Como o rio o é para o mar onde deságua)
Queima a lenha que arde com ledice.

Faço minhas as palavras de Lispector
E apresento-vos aqui o meu prospecto:
Nulla dies sine linea - nenhum só! -

Que a poesia é alimento para a alma
Traz quietude, bonança, paz e calma
- Serei, portanto, da vida um cantor!

by Léo Frederico de Las Vegas
Leia Mais ››


gravatar

SONETO À MATRIARCA DE MELGAÇO



As coisas parecem envoltas num mormaço.
Choram as nuvens uma escassa neblina.
Até mesmo a brisa fagueira, matutina,
Quase não chega, está morta de cansaço.

Há, nas cores, um tom sutil de turmalina,
E os ares quedam-se, foscos, num embaraço...
Mas há festejos de alegria no cerúleo paço
Anjos recebem, rostos alegres, uma menina

Que a tantas vidas deu a vida! tão franzina
Era, mas tão dona de um grande abraço,
Grande parteira, de todas a mais sabina,

Pois sempre viveu da vida no compasso
Até ser chamada ao céu por mão divina:
Falo de D. Bené, matriarca de Melgaço!

by Jaime Adilton Marques de Araújo
Leia Mais ››


gravatar

DOCE LEMBRANÇA!



Quem dera fosses
Apenas uma doce,
Uma doce lembrança
Em minha vida!...

Mas, és mais que isso,
És ferida,
Aberta, latejante,
Cruciante,
Tatuagem indelével
Na minha alma...

E, por isso,
Sem sossego e sem calma
Tenho medo
De assustar
Esse Amor que é inefável!

by Adilton Marques
Leia Mais ››


gravatar

À MATRIARCA DOS MELGACENSES


                   

"Mais uma flor deste jardim foi recolhida...”
Um dia, assim, Cecília de Souza, em verdade
Em versos resumiu a dor maior da vida:
Irmo-nos, todos, um dia qualquer, à Eternidade!...
Hoje, chegou tua vez, ficando em nosso peito a Saudade!
Bênção, mãezinha! – é a voz sofrida dos tataranetos
E tantos trinetos, bisnetos, netos e filhos teus –
Não se vá, precisamos um pouco mais de teus afetos
E de tua doce ternura! Não se vá, pelo amor de Deus!
Deus, Supremo Ser, só Ele pode (tenhamos calma)
Insuflar a consolação de tua perda em nossa alma!
Todos – teus filhos e outros parentes, que muitos somos,
Ao pé do túmulo a última homenagem te prestamos!

Deus te abençoe, vozinha querida, de coração!
Em nossas vidas cumpriste inteira, tua missão!

Lamentamos, choramos tristes, tua despedida...
Inolvidada serás, contudo, porque és eterna!
Mais uma flor enfeita a Terra Prometida
A tua saudade, em nosso peito, é sempiterna!

Nossos dias, sem você, serão sofridos
Os teus conselhos, por nós, sempre serão seguidos...
Guardaremos em nossa lembrança o teu melhor sorriso!
Umas poucas palavras não bastam pra definir-te! É preciso
Eternizar-te em versos, viva, como te sabemos,
Inda que os versos falem desse instante que te perdemos!
Resta-nos dizermos que te amamos, pois serás sempre
A matriarca de todos os melgacenses!

Melgaço, 18 de outubro de 2010

(Homenagem do poeta a D. Bené, matriarca de Melgaço, falecida ontem, de causas naturais. Eternas Saudades!)
by Jaime Adilton Marques de Araújo
Leia Mais ››


gravatar

O SUAVE SOM DA TROANTE VOZ DE DEUS



O suave som da troante voz de Deus
Ressuscita a primavera em minha vida
E traz alento para a alma ressequida
Que O anela na terra árida dos filisteus!

Volto agora, Senhor amado, pra os braços Teus
Por que aqui a Tua voz se faz ouvida
Noutro lugar fica a minh'alma iludida
Mas em Tua casa ganho passagem para os Céus!

Por isso venho, Senhor, agora, arrependido
Dar-Te o meu ser; pois sei mui bem não tem sentido
A existência de quem não sabe quem Tu és.

Tu és, ó Deus, o Autor da vida, o Arquiteto!
Por isso venho neste culto o meu afeto
Te entregar e render-me, salvo, aos Teus pés!

by Léo Frederico de Las Vegas
Leia Mais ››


Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


Visitas de Calíope e Érato

Colaboradores

Tradução Simultânea

English French German Spain Italian
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic

Previsão do Tempo

Formas Poéticas

Acróstico (74) Aldravia (5) Balada (7) Caligrama (10) Dez-De-Queixo-Caído (2) Duotrix (8) Epigrama (5) Espinela (1) Ethree (1) Gazal (6) Haicai (48) Indriso (52) Limerik (3) Monóstico (1) Moteto (6) Plêiade (4) Poetrix (43) Quadra (29) Ritornelo (3) Rondel (58) Rondó (8) Roundel (1) Rubai (9) Sextina (1) Sonetilho (4) Soneto (410) Terza-Rima (1) Tradução (5) Triolé (11) Trova (11) Vilancete (4) Vilanela (2) Virelai (4)

Assunto Temático

Estatísticas...

Este blog possui atualmente:
Comentários em Postagens!

Horário de Brasília

Visitantes

Free counters!

Amigos On Line

Outras Saudades...