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TRISTE ELEGIA



Ante à contemplação do universo
Questiono-me
A própria existência
E procuro no meu mais profundo avesso
Motivos para essa melancolia
Que me invade a alma
E dilacera as células da minha poesia
Como uma chaga cancerígena…

Triste alma, outro eu que fui um dia!
De tua carne putrefata
Exalas poemas de amor
Extrais a seiva, a pupa,
A essência do humano.
E o que mais comove,
O que mais corta o coração
Feito faca afiada
É que são poemas verdadeiros
Denunciando em cada lágrima desprendida
Em silêncio incontido
A tragédia humana,
A tristeza de viver…

Ainda bem que o belo da vida
Consiste em vivê-la intensamente…
Ainda bem que a única diferença (e que diferença!)
Entre a lua… Ah! A lua!
E uma mulher inteiramente nua
É que uma vagueia solitária lá no céu
E a outra dilacera corações aqui na terra!

Ah! Outro eu que fui um dia!
Que vontade de ver-te feliz!

Em que esquina do tempo
Deixaste teu longo sorriso?
Onde a vontade de viver a vida?
Há muito eu queria encontrar-te e fugias de mim!…
Há muito eu queria rever os teus amarelecidos poemas
E o teu chapéu de palha!

Foste eu um dia…
E és tão diferente de mim…
Mas no meu rosto
Estão as marcas do teu sorriso
Os sulcos causados por tua tristeza
As lágrimas, imensas lágrimas que atestam haver em ti uma fagulha de vida!

No teu rosto
Vejo a alegria que perdi
A oportunidade mal-aproveitada
Que tive
De fazer o mais belo poema de amor
À minha Bem-Amada!
- Aquela estrela cadente
Que se desprendeu do céu tão rapidamente
Deixando morrer ainda em meus lábios
O desejo de ser feliz.

by Léo Frederico de Las Vegas

Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


Visitas de Calíope e Érato

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