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CANÇÃO À LUA


Ó Lua!
Emerges fulgurante e cheia no horizonte
E inundas meu coração
De intensa poesia!

Ao som da doce música que provém de ti
Teço uma sonata
Em louvor à minha Bem-Amada!

Lembras-me a minha infância longínqua e vagamente feliz
Quando mamãe
Inteiramente transfigurada em ternura
Assim dizia:

Lua, luar!
Toma em teus níveos braços
O meu filhinho
E me ajuda a criar!

Meus indóceis tímpanos desde então
Jamais ouviram outra canção
Tão bela e tão cheia de amor materno
E de materna alegria!

Lua, luar…
Quantos loucos
Já não fizeste felizes
Presenteando-os com um cântico de amor…
Quantos velhos poetas
Já não rejuvenesceram
Ao quedarem-se es(x)táticos
Ante a tua exuberante aparição
E pronunciarem teu pequeno nome…

Eu te amo como quem caminha absorto olhando o horizonte com ansiedade
Na expectativa de ver-te surgir faceira
E, enquanto não chegas, saboreia uma
Gostosa espiga de milho,
Ó Lua!
Gostosa lua de agosto!

Lua noctívaga!
Pairas sorridente no céu
E teu neônico sorriso beija as águas do mar
E deixas no profundo de minh’alma
Uma vaga carícia
Um não-sei-quê de melancolia
E comungo beijos e abraços
Com a Mulher – essa lua incompreensível e nefelibata –
Que está ao meu lado
Inebriada de ti!
E navegamos – enamorados –
No oceano do amor
Ó imarcescível Lua!
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


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