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MUSA PRIMORDIAL DO VELHO VATE



Rias da minha timidez de adolescente
O coração disparado, a voz confusa,
Sentimento turbado, reticente,
Amarfanhado com a mudança obtusa...

Maviosa como o canto de um pássaro
A tua voz era sussurro de paixão
Redesenhando em meu peito áspero
Imerso nas labaredas do vulcão
A vontade de sentir tua combustão!

Numa noite a conhecer o ambiente
Um beijo tu me deste tão fugaz
Nessa hora algo em mim, de saliente,
Erguia-se a dar alguns sinais,
Sinais de vida... eu era, então, rapaz!

Faz tanto tempo que o tempo pediu arrogo...
Essas peripécias, o teu cheiro bom
Inútil querer negar. A ferro e fogo
Tatuou-se em mim o tato, o gosto, o som,
O proibido desejo, o desafogo...
Saudade da tua pele cheirando a mate
Ah! musa primordial do velho vate!
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ALÉM DO HORIZONTE


Que lugar é esse que presenteia os meus olhos
Com uma paisagem verde e deslumbrante?
- É o "Além do Horizonte" do poeta míope
- É a tua Pasárgada. Goza-a em vida!
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ÚLTIMA CANÇÃO DO RIO PRETO



Rio Preto que cantei num acróstico
Mui lindo, mas sem beleza nenhuma agora.
Rio Preto das minhas sórdidas tristezas,
Das minhas mórbidas complexidades
(E também dos meus infinitos amores,
Dos primeiros beijos apaixonados),
Adeus! Adeus! Já vou-me embora!

Rio Preto das minhas alegres primaveras,
Das minhas paixões desenfreadas.
Quanta beleza encantadora e mística
Não contagiou de amor meu coração:
Eras meu canto de encantos e sortilégios,
Recanto de temores e mistérios,
Ninho de ternura das primeiras namoradas!

Rio Preto das minhas mórbidas tristezas
Não me envergonho de ser um filho teu!
Foste o triste berço da minha infância?
Nela compus meus primeiros versos!
Versos que exalavam o aroma do amor primeiro,
Amor proibido, amor sufocado,
Que subsiste, entanto, dentro do peito meu!

Vou-me embora, ó Rio Preto querido!
Levo saudades dentro do meu coração
Das mágicas noites de lua cheia,
Das volumosas marés que te inundam o leito,
De toda a tua noturna paisagem misteriosa!
Ah! Estou partindo de ti e para sempre,
Mas te deixo de lembrança esta minha canção!

Rio Preto... Rio Preto que me viu crescer
Amo-te da mesma forma que te amei outrora!
Com um amor puro que jamais terá fim.
Tu és belo, apolíneo, como o é a própria vida;
És meu ponto de origem, meu passado.
Amo-te tanto e com tristeza na alma
Digo-te: Adeus! Adeus! Já vou-me embora!
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Apresentação

Cantinho da Saudade é o espaço virtual de compartilhamento de meus rabiscos de poesia produzidos desde 1994 até a atualidade, através dos quais canto a vida em suas múltiplas nuances! Os poemas que aqui vão são elaborados de acordo com as mais variadas regras e temáticas da arte poética clássica, moderna e contemporânea, consoante as múltiplas vozes de meus heterônimos!


Prefácio

Cantinho da Saudade é o meu blog
Onde quase sempre venho postar
Arrebóis, luas ternas, brisas do mar
E uma velha ternura de buldogue!

Mergulhe à vontade, mas não se afogue
Nas águas cristalinas desse mar...
Mas se razão faltar-lhe pra chorar,
É favor vir outro dia bem mais grogue,

Pois aqui encontrará um coração
Dilacerado sob o plenilúnio
De lembranças perenes de emoção

E saberá que da vida o infortúnio
É buscar, em vão, na velha madrugada,
O sorriso da Eterna Namorada!


Visitas de Calíope e Érato

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